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Dinheiro
19/02/2008 - 11h33

Furtos de computadores da Petrobras é antigo, afirma PF

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Valdinho Jacinto Caetano, informou que há pelo menos um ano e meio roubos e furtos de notebooks e discos rígidos em contêineres da Petrobras vêm ocorrendo.

Segundo Caetano, os casos anteriores foram registrados na Polícia Civil porque a Petrobras não vislumbrou a intenção de se furtar informações consideradas qualificadas. "Isso vai ser trazido para a atual investigação para verificarmos se há ligação entre eles", afirmou o delegado.

Ele confirmou ainda que a alteração do local do furto por funcionários da Petrobras vai dificultar o trabalho da perícia --segundo a PF, foi descartada a hipótese de crime comum. Caetano esclareceu que isso, porém, não inviabiliza a investigação e disse acreditar que a modificação do local não foi feita de forma intencional.

"Num manusear de coisas, a característica do local foi modificada. Com isso, pericialmente falando, torna muito difícil o trabalho. Nos tira uma ferramenta que poderia nos ajudar", afirmou Caetano.

A PF designou o diretor de Inteligência Policial em Brasília para auxiliar a delegada Carla Dolinski (interina da PF de Macaé, no Rio) no inquérito. Ele chegou ontem ao Rio e já está trabalhando no caso.

Datas

Caetano explicou que o navio que transportava o contêiner da Halliburton em que estava o material furtado partiu da Bacia de Santos (SP) no dia 18 de janeiro e chegou ao porto do Rio no dia 25. Em seguida, partiu para Macaé, no Norte Fluminense, onde chegou no dia 30.

Funcionários perceberam alterações no lacre de segurança do contêiner apenas no dia 31, quando a Petrobras foi avisada e acionou uma investigação interna. Só depois disso, no dia 1º de fevereiro, o fato foi comunicado à PF, que abriu inquérito no dia 7.

O delegado, porém, garantiu que uma perícia foi feita no contêiner no dia 2 de fevereiro, sábado de Carnaval. Caetano negou ainda que um pedido de investigação tenha sido arquivado após o Carnaval.

Crime recorrente

Em entrevista à Folha Online, o presidente da Aepet (associação de Engenheiros da Petrobras), Fernando Siqueira, há havia afirmado que o roubo de computadores não é novidade.

Segundo ele, de um ano e meio para cá, foram constatados roubos de laptops nas casas de técnicos da Petrobras, em Macaé. É na cidade situada no Norte do Rio de Janeiro que a Petrobras tem sua base de operações na Bacia de Campos. "Tem muito roubo de laptop em Macaé. Entram nas casas dos engenheiros e só levam os computadores, mais nada", disse.

A mesma informação foi dada pelo presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, que comandou a Petrobras entre 2003 e 2005.

Comentários dos leitores
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 23h39
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 23h39
caros , fiz um comentário que mais uma vez nao foi publicado. creio que deveria haver um 'log' de comentários nao publicados, incluindo o nome do usuário mas nao incluindo o comentário em si, e explicando o porque nao foi publicado.
Entendo que haja precaucoes , especialmente desde o caso da igreja universal, mas a forma presente , que nao identifica comentarios nao publicados nao é transparente. por favor, tornem o processo de aprovacao/nao aprovacao MAIS transparente.
obrigado.
José Renato
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José Renato Carollo (7) 29/02/2008 16h11
José Renato Carollo (7) 29/02/2008 16h11
Que conveniente encontrarem um esquema de roubo de lap tops. Como no caso de Celson Daniel , a polícia fica ansiosa para justificar o 'crime comum'. Uma vergonha um delegado da Polícia Federal decidir pelo crime comum, sabendo que há bandidos que aceitam dinheiro para assumir 'broncas'. Falta só falar que todo mundo na Petrobrás transporta lap tops em caminhoes, junto com talao de cheque e blackberry. Práticas normais no mundo dos negócios.
Nunca houve tantos crimes comuns no Brasil relacionados a política como no Governo Lula.
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Eduardo Petrucci Gigante (185) 29/02/2008 09h11
Eduardo Petrucci Gigante (185) 29/02/2008 09h11
Com que então guilhotinaram a guilhotina da Abin. Que pena. Mas se era uma concorrência dirigida - a única que se tem notícia (sic) - fizeram muito bem. Afinal, ninguém deve duvidar da retidão desse sistema de Pregão Eletrônico.
Antigamente tinhamos um Serviço Nacional de Informações, SNI, que era um serviço que procurava por informações estratégicas. Agora temos a Agência Brasileira de Inteligência, ABIN, que deve ser a agência que procura inteligência. Que, pelo visto, anda difícil de encontrar...
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