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Dinheiro
20/02/2008 - 07h40

Bolsas asiáticas fecham em baixa com petróleo de volta aos US$ 100

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da Folha Online

As Bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, com o preço do petróleo em alta, tendo fechado ontem a US$ 100,01 na Bolsa Mercantil em Nova York.

O índice referencial Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou em baixa de 2,21%, com 23.590,58 pontos; o índice Kospi, da Bolsa de Seul (Coréia do Sul), fechou em baixa de 1,90%, com 1.687,91 pontos. Já o indicador de valores tecnológicos Kosdaq caiu 1,21%, para 652,76 pontos.

As duas Bolsas chinesas fecharam em baixa, em um dia de quedas entre os principais valores do setor bancário do país. Em Xangai, o índice geral terminou a jornada em queda de 2,09%, com 4.567,03 pontos. Em Shenzhen, o índice geral fechou em baixa de 1,87%, com 16.959,20 pontos. O giro financeiro conjunto das duas Bolsas chinesas foi de US$ 24,704 bilhões, acima dos US$ 21,962 bilhões registrados ontem.

O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, fechou em baixa de 3,25%, com 13.310,37 pontos.

Em Hong Kong, o aumento do petróleo fez crescerem os temores de pressões sobre a inflação, principalmente nos EUA, o que pode impedir que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) prossiga com sua política de cortes de juros --ou mesmo de aumento na taxa.

A Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA, na sigla em inglês) costuma seguir as ações do Fed, uma vez que a moeda do país (o dólar de Hong Kong) é atrelada ao dólar americano. No mês passado, a HKMA reduziu sua taxa duas vezes, para os atuais 4,5%.

"Não há uma direção clara para os investidores asiáticos, por isso eles procuram referências nos mercados locais", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o diretor da DBS Vickers em Hong Kong, Peter Lai.

As preocupações com a inflação também ganharam impulso ontem, com a divulgação de uma alta de 7,1% nos preços ao consumidor na China em janeiro, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas.

Segundo economistas ouvidos ontem pela AP, além das pressões causadas pela situação no suprimento de alimentos, outros fatores podem dar mais impulso ao índice são os preços de itens como carvão e minério de ferro, cuja demanda vem crescendo na indústria. Para fevereiro, a expectativa é de que a inflação fique acima dos 7%, podendo chegar perto dos dois dígitos.

O Fed vem reduzindo seus juros a fim de baratear o crédito e estimular os consumidores a continuar gastando; uma vez que a economia americana tem no consumo cerca de 70% de sua atividade, uma queda nos gastos dos consumidores poderia ser o fator a levar o país para uma recessão.

O Fed cortou sua taxa de juros em 2,25 pontos percentuais entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. A taxa hoje está em 3% ao ano.

Em Hong Kong as ações das empresas do setor imobiliário estiveram entre os que mais caíram, com destaque para os da Hang Lung Properties (-4,85%), Sino Land (-5,02%) e Sun Hung Kai Properties (-2,14%). As ações da Cathay Pacific Airways caíram 2,7%, com os temores de que a alta do petróleo torne mais caro o combustível, aumentando os custos.

Também caíram as ações do setor financeiro, com destaque para os do Bank of Communications (-4,6%) e China Construction Bank (-3,4%). As ações da China Mobile caíram 2,7%, apesar da notícia de que o número de clientes da empresa aumentou em 7 milhões em janeiro.

No Japão, caíram as ações dos setores químico e petroquímico, com destaque para Shin-Etsu Chemical (-5,3%) e Sekisui Chemical (-3,2%), além da Yokohama Rubber (3,1%).

 

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