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Dinheiro
20/02/2008 - 10h34

Apesar de crise financeira, lucro do BNP Paribas bate recorde de US$ 11,4 bi

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da Efe, em Paris

O banco francês BNP Paribas informou nesta quarta-feira que seu lucro líquido em 2007 alcançou o recorde de US$ 11,465 bilhões, 7% a mais do que em 2006, apesar da crise financeira que afeta o setor bancário.

O banco anunciou hoje seus resultados anuais definitivos, após publicar um cálculo prévio de suas contas em 30 de janeiro. Apesar de encerrar o ano com resultado positivo, o banco teve no quarto trimestre de 2007 uma queda de 42% em seu lucro, que ficou em US$ 1,47 bilhão, contra US$ 2,52 bilhões um ano antes.

A receita no trimestre passado foi de US$ 10,14 bilhões, abaixo dos US$ 10,33 bilhões registrados um ano antes. A receita anual foi de US$ 45,487 bilhões, um avanço de 11,1% em relação a 2006. "Os resultados traduzem o forte crescimento orgânico do grupo, assim como um limitado impacto da crise nas receitas", informou o banco, em um comunicado.

O banco não se pronunciou sobre a possibilidade de vir a fazer uma oferta de compra para o Société Générale (SocGen) --que foi atingido por um esquema de fraudes de um de seus operadores de mercados (o SocGen deve anunciar amanhã seus resultados definitivos de 2007).

Para 2008, o diretor-geral do BNP Paribas, Baudouin Prot, disse que, apesar de um "entorno difícil" e mercados "excepcionalmente voláteis", confia que o banco conseguirá resultados operacionais "muito bons" em comparação com a média do setor bancário, "graças à forte dinâmica de desenvolvimento de todos os seus negócios", e uma "rigorosa política de controle de riscos".

Na Europa, o BNP Paribas continuará com seu modelo integrado, apoiando-se em suas redes domésticas na França e na Itália. Fora da Europa, a prioridade do banco é aumentar suas atividades nos países emergentes, duplicando em três anos suas receitas nessas zonas para que alcancem 15% do total.

Neste terreno, o BNP Paribas citou como uma de suas prioridades o desenvolvimento dos negócios de gestão de ativos e serviços e de bancos de financiamento e investimentos em Brasil, Índia e China, assim como o aumento do crédito ao consumo no Brasil.

 

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