Dinheiro
20/02/2008 - 13h12

Mais de 60% dos paulistanos compram produtos piratas, diz pesquisa

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da Folha Online

Mais de 60% dos paulistanos compram produtos piratas com freqüência em São Paulo, segundo mostra pesquisa realizada pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Para o levantamento, foram entrevistados 900 consumidores na região metropolitana de São Paulo.

Entre os produtos mais comercializados estão os CD's (de jogos, músicas e software), que correspondem a 61,5% das compras, seguidos pelos aparelhos eletrônicos (13%), aparelhos de som e imagem (7,7%) e DVD's (7,1%).

Segundo a pesquisa, os preços mais baixos foram o principal motivo alegado para a compra (justificativa dada por 84% dos entrevistados), enquanto 15,3% afirmaram que optam pelo comércio ilegal por conta da comodidade (fácil acesso).

Indagado sobre o preço de um produto pirateado, 80% disseram achar que o valor corresponde a menos da metade do preço de um produto original, e 15,3% acham que correspondem a metade do valor original.

Para 33,7%, o valor do ticket médio mensal gasto com produtos piratas é de R$ 10 a R$ 30, enquanto 30% gastam menos de R$ 10, e 13,9% consomem entre R$ 30 e R$ 40.

Sobre os locais de compra, 60% dos consumidores disseram adquirir os itens em camelôs e ambulantes, enquanto 40% compram diretamente nos centros comerciais informais (foram citados Shopping 25 de Março, Galeria Pagé, Stand Center e Promocenter, entre outros).

De acordo com o CNPC (Conselho Nacional de Combate à Pirataria), o comércio de produtos implica em perda de 2 milhões de empregados formais. Além disso, são cerca de 2 milhões de novos consumidores que poderiam, potencialmente, consumir mais produtos do comércio e aquecer a economia.

 

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