Leilão da Cesp terá preço mínimo de R$ 6,6 bilhões
da Folha Online
O leilão de privatização da Cesp (Companhia Energética de São Paulo) deverá render pelo menos R$ 6,6 bilhões ao cofres do governo paulista. No leilão, marcado para 26 de março, serão oferecidas 133,171 milhões de ações da geradora de energia elétrica estadual. O edital estará disponível a partir de 25 de fevereiro.
Ontem à noite, o governo de São Paulo anunciou o preço mínimo de R$ 49,75 para o leilão -- um valor considerado positivo para a empresa segundo avaliação de analistas do setor financeiro. Nesta sexta-feira, a ação preferencial da companhia movimenta R$ 203,36 milhões e avança 4,8%, para R$ 48.
O Estado tem 93,68% das ações com direito a voto da Cesp, que correspondem a 33,37% do capital total da companhia. Outros 35,9% já estão pulverizados no mercado. A Cesp tem um valor de mercado de mais de R$ 10 bilhões, sendo que a parte do governo está avaliada em mais de R$ 4,5 bilhões.
O governador já acatou a proposta do conselho diretor do PED (Programa Estadual de Desestatização) de efetuar o leilão na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) em bloco único, com pagamento à vista e em moeda nacional.
Na última sexta-feira, em reunião do conselho diretor do PED (Programa Estadual de Desestatização), foi definido que serão vendidas, além das ações do governo na Cesp, os papéis em poder da Dersa, da Sabesp e da CPP (Companhia Paulista de Parcerias). Na reunião de ontem, a venda da participação do Metrô será recomendada ao governador.
Também já está definido que o governo recomprará as ações que a Cesp detém na Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) e, ainda, que os interessados em participar do leilão deverão depositar garantias equivalentes a 30% do preço mínimo dos papéis.
Disputa
Duas liminares chegaram a impedir a publicação do edital de privatização antes da realização de mais duas audiências públicas nas cidades de Anaurilândia (MS) e Pereira Barreto (interior de São Paulo), mas ambas caíram.
O leilão de privatização já despertou o interesse individual de 12 empresas. Entre os interessados estão a ítalo-espanhola Enel/Endesa, a espanhola Iberdrola/Neoenergia, a franco-belga Suez/ Tractebel e as brasileiras CPFL Energia e Light.
Com Folha de S.Paulo
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