PF diz que dados furtados da Petrobras eram de megacampo de gás
da Folha Online
A PF (Polícia Federal) informou nesta quarta-feira que os dados da Petrobras furtados de um contêiner vinham de uma sonda de perfuração responsável pela descoberta do megacampo de Júpiter, localizado na Bacia de Santos (SP). A reserva, anunciada no início deste ano, foi classificada como capaz de tornar o Brasil auto-suficiente em gás natural.
A sonda NS-21, conhecida também como Ocean Clipper, pertence à companhia americana Diamond, representada no Brasil pela filial Brasdrill. De acordo com a empresa, é uma das duas unidades contratadas pela Petrobras com capacidade para perfurar a camada pré-sal.
É na camada pré-sal, situada em águas ultraprofundas, a mais de 5 mil metros de profundidade, que estão as reservas de Tupi e Júpiter. A primeira é estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). Já Júpiter tem grande potencial de gás.
A área onde estão as reservas de Júpiter fica a 290 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro e a 37 quilômetros a leste da área de Tupi.
A área do pré-sal estende-se do Espírito Santo a Santa Catarina, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos), numa extensão aproximada de 800 quilômetros.
Na semana passada, a PF já havia confirmado que os dados vinham da Bacia de Santos, mas agora sabe-se exatamente sobre o que as informações se referiam.
O contêiner do qual as informações foram furtadas estava em um navio que partiu do porto de Santos (SP, na Bacia de Santos) no dia 18 de janeiro (dia em que a sonda encerrou pesquisas no bloco BM-S-24) e chegou ao porto do Rio no dia 25. No dia 29, partiu para Macaé, município situado no Norte Fluminense onde a Petrobras tem sua base de operações na Bacia de Campos, em um caminhão da transportadora Transmagno, que monitora seus veículos por rastreador. O contêiner chegou ao seu destino no dia 30.
Funcionários perceberam alterações no lacre de segurança do contêiner apenas no dia 31, quando a Petrobras foi avisada e acionou uma investigação interna. Só depois disso, no dia 1º de fevereiro, o fato foi comunicado à PF, que abriu inquérito no dia 7.
Ainda não se sabe, porém, em que trecho do trajeto teria ocorrido o furto dos quatro laptops e dos discos rígidos com os dados.
Depoimentos
A delegada Carla Dolinski, da PF em Macaé, ouviu nesta quarta-feira três funcionários do setor de segurança da Petrobras. Funcionários da Halliburton (dona do contêiner) e Transmagno (empresa que fez o transporte por terra). Até agora, 17 pessoas foram ouvidas.
Ontem, o Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Valdinho Jacinto Caetano, descartou a hipótese de crime comum e criticou a segurança do sistema de transporte de dados importantes da estatal petrolífera. Na opinião de Caetano, ele é 'falho'.
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Especial


Entendo que haja precaucoes , especialmente desde o caso da igreja universal, mas a forma presente , que nao identifica comentarios nao publicados nao é transparente. por favor, tornem o processo de aprovacao/nao aprovacao MAIS transparente.
obrigado.
José Renato
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Nunca houve tantos crimes comuns no Brasil relacionados a política como no Governo Lula.
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Antigamente tinhamos um Serviço Nacional de Informações, SNI, que era um serviço que procurava por informações estratégicas. Agora temos a Agência Brasileira de Inteligência, ABIN, que deve ser a agência que procura inteligência. Que, pelo visto, anda difícil de encontrar...
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