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Dinheiro
20/02/2008 - 16h50

Dólar fecha a R$ 1,72, menor cotação desde março de 2000

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,725 para venda, em declínio de 0,46%, nos últimos negócios desta quarta-feira. Trata-se da menor cotação desde 23 de março de 2000. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,860 (venda), em alta de 0,54%.

Logo pela manhã, o mercado ficou tenso com os números do CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, acima das expectativas dos analistas do setor financeiro. Uma inflação alta afeta o espaço de "manobra" do Federal Reserve, o banco central americano, para voltar a reduzir os juros americanos, uma das medidas para evitar uma possível recessão no país mais rico do planeta.

A taxa de câmbio, no entanto, retomou a tendência predominante de queda nas últimas horas. Profissionais de mercado relataram uma forte entrada de recursos, da ordem de US$ 1,5 bilhão, supostamente como parte da aquisição de uma grande mineradora brasileira para uma multinacional.

"Eu vejo que aquela tensão do mercado [com a economia americana] desanuviou um pouco e muita gente já espera que os cortes de juros [do Fed] façam algum efeito no segundo semestre. E em nosso mercado de câmbio, a tendência das taxas é predominante de queda. O fluxo de recursos continua muito positivo e praticamente só o Banco Central tem comprado", nota Mário Paiva, analista da corretora Liquidez.

O Banco Central realizou leilão de câmbio às 15h23 e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,7291 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais era de US$ 188,423 bilhões.

Juros futuros

As taxas projetadas para 2009 e 2010 cederam no mercado futuro de juros --que baliza as tesourarias dos bancos-- na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 foi mantida em 11,13% ao ano, pelo segundo dia; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada recuou de 11,75% para 11,71% no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,39% para 12,37%.

A segunda prévia do IGP-M (índice utilizado para reajuste dos aluguéis) de fevereiro ficou em 0,46%. O consenso dos analistas do setor financeiro apontava projeção de 0,45%. Em janeiro, o IGP-M teve variação de 1,09%.

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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