Bovespa fecha em alta de 2,33% e quase anula perdas de 2008
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) quase anulou as perdas acumuladas em 2008 no pregão desta quarta-feira. Neste ano, a Bolsa, que chegou a perder 15% durante o pior momento das turbulências de janeiro, registra retração de somente 0,22%.
O mercado financeiro teve uma clara inversão de tendência após o Federal Reserve (banco central americano) sinalizar que espera uma inflação moderada para os próximos meses, o que abre perspectivas de uma nova queda dos juros no mês de março, quando volta a debater a política monetária dos EUA.
O Ibovespa, principal índice de ações, avançou 2,33% no fechamento, aos 63.747 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,98 bilhões.
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,725 para venda, em declínio de 0,46%, nos últimos negócios desta quarta-feira. Trata-se da menor cotação desde 23 de março de 2000.
Na Europa, as principais Bolsas de Valores encerraram os negócios em terreno negativo, a exemplo de Londres (baixa de 1,22%) enquanto Frankfurt cedeu 1,46%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou com ganho de 0,72%.
O Fed divulgou hoje sua minuta, com a exposição das razões que levaram a autoridade monetária a reduzir os juros americanos para 3% ao ano. O documento também trouxe as projeções mais recentes sobre a economia americana, o que teve mais impacto nas Bolsas de Valores.
A autoridade monetária revisou para baixo a projeção de crescimento e elevou as estimativas de inflação, mas sem assustar o mercado financeiro.
A minuta do Fed contrastou com o estresse de investidores e analistas logo pela manhã, com o resultado do CPI --o segundo índice de inflação mais influente do país-- que teve variação acima do esperado por analistas e assombrou os negócios na primeira metade do dia.
A Bolsa brasileira, que tem seguido de perto a dinâmica das Bolsas americanas, "adiantou" a recuperação dos mercados, puxado pelo bom desempenho das ações da Vale do Rio Doce e Cesp (Companhia Energética de São Paulo). A ação da Vale, que caiu com força ontem, teve giro de R$ 753,7 milhões, e valorizou 3,35%, para R$ 50,25.
Ontem à noite, o governo paulista anunciou o preço mínimo de R$ 49,75 para o leilão de ações da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), um valor considerado positivo para a empresa segundo avaliação de analistas do setor financeiro. A ação preferencial da companhia movimenta R$ 282.66 milhões e avançou 4,45%, para R$ 47,84.
A corretora Unibanco rebaixou sua recomendação para as ações da estatal paulista, por considerar que a ação já está próxima de seu preço-alvo (R$ 50). "Supondo que o preço de venda atinja R$ 55 por ação, isto representa uma elevação de 10,5% comparado com o preço mínimo. Apenas como exemplo, nossas projeções apontam uma alta potencial de 68% e 82% para as ações da Tractebel e Cemig, respectivamente", escreve o analista Fernando Abdalla, em relatório sobre a Cesp.
Empresas
Ainda no setor corporativo, a petroquímica Braskem registrou lucro líquido de R$ 556 milhões no balanço de 2007, um incremento de 561% sobre o resultado de 2006. A ação da companhia valorizou 6,40%, para R$ 13,79 nesta quarta-feira.
A Bovespa Holding e a BM&F divulgaram fato relevante em que confirmam "conversações visando a integração de suas atividades". O período se estenderá por 60 dias, tempo no qual as Bolsas se comprometeram a não entrar em negociações com nenhuma outra companhia ou investidor.
A ação da Bovespa Holding disparou 10,18%, para R$ 26,50, enquanto a ação da BM&F subiu 15,40%, para R$ 18,20. Analistas avaliaram de forma positiva a notícia sobre uma possível fusão, porque segue a tendência mundial e evita uma concorrência futura entre as duas Bolsas de Valores.
"A integração de suas atividades provavelmente vai diluir os custos, resultando em significativos ganhos de margem. Embora não haja mais detalhes, é possível que a companhia resultante dessa fusão também desfrute de benefícios tributários por causa do processo de integração, não sendo possível neste momento avaliar o montante total desses descontos", avaliou a corretora Planner, em boletim sobre a possível fusão das Bolsas.
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Especial


Ninguem sabe o que vai acontecer amanha, pouquissima gente sabe o que vai acontecer o ano que vem, mas quase todo mundo sabe o que vai acontecer nos proximos 5 anos.
Por isso mesmo a bolsa nao eh investimento pra amanha, nem pro ano que vem, ela eh investimento de longo prazo e historicamente rende mais do que qualquer outra aplicacao.
Por isso, se voce for por seu dinheiro suado em algum lugar, pense antes em quanto tempo voce pretende deixa-lo la. Se for deixar la por uma semana, poe na carteira; se for deixar por seis meses poe na poupanca; se for deixar por um ano poe no fundao e se for deixar por 5 anos ou mais poe em acoes...
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Mais, investidor sozinho nao faz volume nenhum, nem em Nova Iorque e muito menes em SP...aos jornalistas podem falar o que quiserem, quem manda nos mercados sao os fundos.
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