Economia dos EUA deve perder mais força nos próximos meses, diz instituto
da Folha Online
O índice que mede o desempenho dos principais indicadores econômicos dos EUA teve queda de 0,1% em janeiro, mesmo recuo registrado em dezembro (dado revisado), sinalizando que a economia americana pode perder mais força nos próximos meses, informou nesta quinta-feira o instituto privado de pesquisa Conference Board.
"Ao menos hoje ainda há crescimento", disse o economista do instituto, Ken Goldstein. "Com toda a conversa sobre recessão, o índice de janeiro nos diz que ainda não estamos em recessão. Assim, a menos que tenhamos caído em uma nas últimas quatro semanas, temos um crescimento lento, mas ainda é um crescimento".
O componente do índice que mais contribuiu para o recuo em janeiro foi o de preços de ações, seguido pelos alvarás de construção.
Ontem, o Departamento do Comércio informou que a número de alvarás de construção, por sua vez, tiveram uma queda de 3%, para 1,048 milhão de unidades (menor desde novembro de 1991, quando ficou em 984 mil unidades), contra 1,080 milhão registrados em dezembro. O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa dos analistas, que previam um resultado de 1,040 milhão de unidades.
O índice dos principais indicadores acumulou perda de 2% entre julho de 2007 e janeiro deste ano, maior recuo para um semestre desde 2001, informou o Conference Board.
O índice apurado pelo instituto é visto como um indicador da direção que a economia tomará em um período de três a seis meses.
O dado do Conference Board vem um dia depois de o Federal Reserve (Fed, o BC americano) ter divulgado ontem a ata da reunião de política monetária de janeiro
(quando o banco cortou sua taxa de juros para 3% ao ano). O banco rebaixou mais uma vez sua previsão de crescimento para o país neste ano e reviu para cima sua projeção de inflação e desemprego.
A redução na projeção do PIB (Produto Interno Bruto) foi de meio ponto percentual. Agora, a autoridade monetária americana aponta para uma alta no PIB entre 1,3% e 2%, devido ao enfraquecimento do mercado imobiliário, à crise do crédito e à disparada dos preços do petróleo --que ontem chegou a passar de US$ 101 o barril.
A revisão para baixo do crescimento foi menor do que a feita em novembro do ano passado --de 0,75 pontos percentuais, para circular entre 1,8% e 2,5%. O Fed ainda elevou suas previsões de desemprego e inflação para 2008. A de desemprego subiu 0,4 ponto percentual, para uma faixa entre 5,2% e 5,3%.
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