Grupos estrangeiros buscam parceria com Petrobras em complexo no Rio
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente da Petroquisa, José Andrade de Lima Neto, disse nesta quinta-feira que grupos estrangeiros procuraram a Petrobras dispostos a investir como sócios no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).
Segundo o executivo, não há impedimentos na legislação para que grupos estrangeiros participem do projeto. Ele ressaltou, no entanto, que a Petrobras "prioriza e privilegia a indústria petroquímica brasileira".
"Evidentemente que queremos fortalecer os grupos nacionais. Mas há gente de fora interessada. Conversamos com pelo menos três grupos. Ainda não há nada definido e ninguém formalizou qualquer pedido", afirmou.
Lima Neto explicou que uma eventual parceria poderia agregar contrapartidas para a Petrobras. Segundo ele, um investidor estrangeiro poderia fornecer tecnologia ou até mesmo comprar parte da produção inicial do complexo.
"Quando um projeto petroquímico entra em produção, a capacidade fica um pouco maior do que o mercado. Durante o período inicial, tem que se exportar uma parte da produção. Se ele [o sócio] trouxer coisas como compra de produtos e tecnologias é algo interessante a se analisar", disse.
O presidente da Petroquisa acrescentou que vai conversar primeiro com empresas brasileiras antes de firmar qualquer parceria com grupos de fora do país.
O Comperj terá investimentos totais de US$ 8,4 bilhões para a produção de petroquímicos e refino de petróleo. A Petrobras ainda não fechou a estrutura societária do projeto, mas tem compromisso firmado com o grupo Ultra.
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