Para Meirelles, Brasil virar credor externo é "marco histórico"
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que o fato de o Brasil ter se tornado credor externo é "histórico" e que mostra que o país tem superado, gradativamente, os períodos de vulnerabilidade e crises.
"A melhora expressiva nos vários indicadores de sustentabilidade externa do Brasil é um marco expressivo de nossa história. Essa melhora significa que estamos superando gradativamente um longo período caracterizado por vulnerabilidade e crises, causadas principalmente pela dificuldade em honrar o passivo externo do país", afirmou por meio de nota à imprensa.
Hoje, o Banco Central divulgou que o Brasil tornou-se em janeiro, pela primeira vez, credor externo. Isso ocorreu porque as reservas do país superaram o total da dívida externa.
Para Meirelles, essa situação é conseqüência da política econômica implementada nos últimos anos baseada em responsabilidade fiscal, regime de câmbio flutuante e metas de inflação.
"Esse tripé tem assegurado uma melhora gradativa dos nossos fundamentos fiscais e externos, o que aumenta a resistência da economia a choques adversos."
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o fato deixa o Brasil em uma situação confortável em um momento de crise. "Essa condição nos habilita a ter um papel de protagonista no mercado internacional", disse Mantega, acrescentando que o fato aproxima ainda mais a classificação de grau de investimento ("investment grade").
Leia mais
- Reservas superam dívida e Brasil torna-se credor externo pela 1ª vez, diz BC
- Brasil como credor externo ajudará a reduzir juros e atrair investidores
- Turbulências continuam no 1º semestre, mas país está preparado, diz Mantega
- Investimentos dão "conforto" a contas externas do país, diz Desenvolvimento
- Entenda o que é "rating" ou nota de risco
- Coleção "Biblioteca Valor" explica principais conceitos de economia
- Livros da "The Economist" explicam termos essenciais de economia e negociação
Especial

