Dinheiro
21/02/2008 - 19h53

Crise americana justifica rearranjo de ações na MPX, diz Eike Batista

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O empresário Eike Batista explicou nesta quinta-feira que a crise internacional foi o principal motivo para que sua empresa de energia, a MPX, fizesse um rearranjo societário. Batista repassou 30% do capital que detinha nas subsidiárias MPX Porto do Açu e MPX Castilla, do Chile, para os acionistas minoritários.

O executivo explicou que o realinhamento das ações foi "um gesto de confiança" em relação aos acionistas. Ele explicou que quando a MPX fez a oferta pública de ações, a expectativa era de que houvesse valorização de 20% ao ano dos papéis até 2018. Com a crise, esse número foi revisto para baixo.

"Fizemos nossa oferta de ações, mas de lá para cá, o mundo teve uma realinhagem em relação à percepção de risco. Achei correto transferir para os acionistas, para que recomeçassem da estaca zero. Foi um gesto diferente, mas os acionistas foram generosos comigo quando me deram crédito para o longo prazo", afirmou.

Foram transferidos os 30% que Batista tinha de participação por meio da Centennial Asset em cada subsidiária. Com isso, a MPX terá 100% das subsidiárias. A empresa tem valor de mercado de US$ 3,2 bilhões e conta com nove projetos de geração de energia que entrarão em operação nos próximos anos.

Entre os projetos, estão a construção da hidrelétrica de Baixo Iguaçu, com 350 MW (megawatts) de capacidade instalada, duas termelétricas movidas a carvão, no Maranhão e no Ceará, que garantirão um total de 1.800 MW de potência. Batista descartou a possibilidade de investir no Complexo do Rio Madeira.

"Isso é uma disputa que envolve empresas de engenharia, não está em nossos planos", observou.

 

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