Dólar cai pelo quinto dia e fecha a R$ 1,70, menor taxa desde 1999
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
O preço da moeda americana chegou a bater a casa de R$ 1,69 pela primeira vez em quase nove anos nesta sexta-feira, mas teve um repique e encerrou os negócios de hoje à cotação de R$ 1,707, na venda, o que representa um declínio de 0,29%. Trata-se da quinta queda consecutiva das taxas e a menor cotação desde 26 de maio de 1999.
Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,830 (venda), estável sobre a taxa de ontem.
O dólar chegou à cotação mínima de R$ 1,694 logo pela manhã, o que disparou ordens de compra que, combinadas com a atuação do Banco Central, puxaram a taxa novamente. "Quando bateu R$ 1,69, não foi somente o Banco Central que comprou: muitos aproveitaram para adquirir dólares e fazer remessas. Isto não quer dizer que a moeda não possa ficar mais barata na semana que vem", comenta Luiz Carlos Baldan, diretor da corretora Fourtrade.
Profissionais de mercado citam pelo menos três fatores que atuaram nesta semana para derrubar as cotações: o diferencial entre os juros americanos (3% ao ano) e brasileiros (11,25%), que têm "garantido" um fluxo regular de dólares para o país; operadores também destacam um forte ingresso de dólares, por uma grande empresa de mineração, que teria ocorrido na quarta-feira; e a expectativa de que o país obtenha a classificação de "grau de investimento" ("investment grade") nos próximos meses.
Esse rumor ganhou força, principalmente após o anúncio de que o Brasil, pela primeira vez, tornou-se "credor externo líquido", isto é, em que as reservas internacionais superam a dívida externa.
O Banco Central realizou seu habitual leilão de câmbio às 12h29 e aceitou ofertas por R$ 1,7080 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais estava em US$ 188,308 bilhões.
Juros futuros
As taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010 estabilizaram no mercado futuro de juros --que baliza as tesourarias dos bancos-- da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 foi mantida em 11,12% ao ano para 11,12%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 11,68% para 11,72%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada foi conservada em 12,34%.
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Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
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Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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