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Dinheiro
22/02/2008 - 16h47

Dólar cai pelo quinto dia e fecha a R$ 1,70, menor taxa desde 1999

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O preço da moeda americana chegou a bater a casa de R$ 1,69 pela primeira vez em quase nove anos nesta sexta-feira, mas teve um repique e encerrou os negócios de hoje à cotação de R$ 1,707, na venda, o que representa um declínio de 0,29%. Trata-se da quinta queda consecutiva das taxas e a menor cotação desde 26 de maio de 1999.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,830 (venda), estável sobre a taxa de ontem.

O dólar chegou à cotação mínima de R$ 1,694 logo pela manhã, o que disparou ordens de compra que, combinadas com a atuação do Banco Central, puxaram a taxa novamente. "Quando bateu R$ 1,69, não foi somente o Banco Central que comprou: muitos aproveitaram para adquirir dólares e fazer remessas. Isto não quer dizer que a moeda não possa ficar mais barata na semana que vem", comenta Luiz Carlos Baldan, diretor da corretora Fourtrade.

Profissionais de mercado citam pelo menos três fatores que atuaram nesta semana para derrubar as cotações: o diferencial entre os juros americanos (3% ao ano) e brasileiros (11,25%), que têm "garantido" um fluxo regular de dólares para o país; operadores também destacam um forte ingresso de dólares, por uma grande empresa de mineração, que teria ocorrido na quarta-feira; e a expectativa de que o país obtenha a classificação de "grau de investimento" ("investment grade") nos próximos meses.

Esse rumor ganhou força, principalmente após o anúncio de que o Brasil, pela primeira vez, tornou-se "credor externo líquido", isto é, em que as reservas internacionais superam a dívida externa.

O Banco Central realizou seu habitual leilão de câmbio às 12h29 e aceitou ofertas por R$ 1,7080 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais estava em US$ 188,308 bilhões.

Juros futuros

As taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010 estabilizaram no mercado futuro de juros --que baliza as tesourarias dos bancos-- da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 foi mantida em 11,12% ao ano para 11,12%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 11,68% para 11,72%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada foi conservada em 12,34%.

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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