Economia chinesa deve crescer mais de 10% no primeiro trimestre
da Efe, em Pequim
A China deve crescer mais de 10% nos três primeiros meses deste ano, enquanto a inflação deve oscilar entre 6,8% e 7,1%, segundo estimativa de um grupo de analistas, informou nesta segunda-feira a agência oficial "Xinhua".
O grupo é composto por 14 entidades, entre as quais se destacam o Centro de Informação Estatal, o Centro de Pesquisa de Economia Chinesa da Universidade de Pequim e o Centro de Pesquisa da Universidade de Qinghua, cujos estudos abrangem tanto a economia chinesa como a mundial.
Acrescentaram que a China continuará sofrendo uma pressão inflacionária, mas que a desaceleração econômica em escala mundial terá um efeito mínimo no gigante asiático.
O subdiretor do departamento de Prognóstico do Centro de Informação Estatal, Zhu Baoliang, adiantou que a produção industrial, os investimentos, o consumo, as importações e exportações e, em particular, a produção agrícola se verão afetados pela onda de frio de janeiro.
O diretor do Centro de Economia Chinesa da Universidade de Pequim, Lin Yifu, assegurou que os EUA sofrerão uma estagnação econômica derivada da crise das hipotecas, uma situação que quase não influirá no país asiático.
A economia chinesa --quarta do mundo, embora cada vez mais perto da terceira, Alemanha-- cresceu 11,4% em 2007, maior avanço desde 1994 e acima dos 10% pelo quinto ano consecutivo.
A inflação na China atingiu em janeiro um recorde histórico de 7,1%, o mais alto desde 1996, por causa das conseqüências das nevascas no centro e sul do país asiático, as piores do último meio século.
Leia mais
- China registra inflação de 7,1% em janeiro, maior em 11 anos
- Banco Mundial reduz previsão de crescimento da China para 9,6%
- Folha Explica o dólar, a especulação financeira e o euro, veja capítulos
- Saiba como os chineses tratam os mais velhos e veja vocabulário de compras
Especial

