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Dinheiro
25/02/2008 - 14h47

Ministro reafirma que Brasil não abre mão de gás vindo da Bolívia

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) reiterou nesta segunda-feira que o Brasil vai manter a aquisição de um total de 31 milhões de metros cúbicos de gás que recebe, por dia, da Bolívia. A afirmação de Lobão reforça a posição do governo brasileiro, que já informou não pretender reduzir a compra do gás boliviano.

"Quanto ao gás não haverá nenhuma modificação nos rumos dos contratos que foram assinados e elaborados. O Brasil continuará recebendo da Bolívia 31 milhões de metros cúbicos, que é o que está contratado. Nada menos do que isso", disse o ministro, depois da cerimônia em que foi lançado o programa "Territórios da Cidadania", no Palácio do Planalto.

A hipótese de reduzir a compra de gás surgiu a partir de uma sugestão do vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera. Ele propôs que o Brasil diminuísse os níveis de consumo de gás durante o inverno. A idéia, segundo o vice-presidente, poderia colaborar com a Argentina --que apela para comprar mais gás.

Apesar da negativa do governo brasileiro em relação à redução de compra de gás, Lobão disse que há disposição de colaborar com o governo da Argentina por meio do fornecimento de energia.

"Quanto à energia, nós vamos ajudar o país amigo, fornecendo alguma energia nos momentos mais difíceis para a Argentina", afirmou Lobão, sem entrar em detalhes sobre essa ação de parcerias com a Argentina.

O fornecimento de gás da Bolívia para o Brasil e Argentina foi tema de uma reunião, no último fim de semana, em Buenos Aires, na qual estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Evo Morales (Bolívia) e Cristina Kirshner (Argentina).

 

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