Dinheiro
25/02/2008 - 18h35

Bovespa fecha em alta de 0,61%; no mês, Bolsa tem ganho de 9,26%

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) emendou seu quarto dia consecutivo, com destaque para as ações do setor siderúrgico e de minério de ferro. No mês, a Bolsa acumula ganhos de 9,26%. O mercado brasileiro chegou a ensaiar uma realização de lucros (venda) no decorrer do pregão, mas a recuperação das Bolsas americanas contribuiu para os investidores domésticos voltarem às compras.

O Ibovespa, principal índice de ações, valorizou 0,61% no fechamento, aos 65.000 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,13 bilhões.

A pontuação de hoje aproxima a Bovespa do nível recorde dos 65.790 pontos. "Estamos muito perto dos patamares históricos e para subir mais, será preciso notícias muito boas, muito relevantes. Caso contrário, se surgir algum dado muito ruim sobre a economia americana, ou mesmo a economia brasileira, a tendência do mercado é realização", nota Rodrigo Silveira, gerente de operações da corretora e.um, a "extensão eletrônica" da corretora Umuarama.

A Vale do Rio Doce comunicou hoje que acertou um reajuste de 65% no preço do minério de ferro vendido para a China Steel, maior siderúrgica de Taiwan. A variação segue a linha dos demais reajustes já obtidos com as demais siderúrgicas asiáticas e, inclusive, européias. Analistas esperavam taxas na faixa de 30% a 50%. A ação preferencial da Vale, com giro de R$ 554 milhões, teve ganho de 0,17%, para R$ 51,24.

O dólar comercial foi cotado a R$ 1,706 para venda, em leve declínio de 0,05%, no seu sexto dia consecutivo de perdas. A taxa de risco-país marca 235 pontos, número 4,08% inferior à pontuação final da semana passada.

Na Europa, as principais Bolsas de Valores encerraram os negócios em terreno positivo, a exemplo de Londres (alta de 1,88%), Frankfurt (ganho de 1,12%) e Paris (1,96%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York avançou 1,52%.

Investidores e analistas tiveram um momento de alívio quando a agência de classificação de risco Standard & Poor's manteve o "rating" AAA (de melhor nível) para as seguradoras de bônus financeiros Ambac e MBIA, ameaçadas de um "downgrade" (rebaixamento) por conta de problemas com créditos "subprime".

Nos últimos meses, o mercado financeiro se assustou com a possibilidade de que os problemas com os créditos "subprime" se estendesse dos bancos para as seguradoras, que fazem um tipo de contraparte do sistema financeiro.

Entre outras notícias, o boletim Focus, do BC, mostrou que a maioria dos analistas do setor financeiro revisou para cima as projeções de inflação: o IPCA previsto para 2008 subiu de 4,39% para 4,40% entre as duas semanas anteriores.

A associação americana de corretores de imóveis NAR anunciou que as vendas de casas usadas tiveram queda de 0,4% em janeiro, totalizando 4,89 milhões de unidades. Trata-se do sexto mês consecutivo de declínio.

Comentários dos leitores
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
É verdade, Henrique Silva. O Brasil melhorou consideravelmente seu status internacional, alguns de seus históricos sociais. Parabéns ao Governo Lula! O problema é fechar os olhos para os equívocos... Tem uma turminha aí que não larga o osso seja qual for o governo, seja qual for sua matiz. A democracia e o amadurecimento de suas instituções não podem prescindir da crítica.
Que o próximo, seja qual for, seja melhor ainda!!!!
sem opinião
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Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
O grande problema de muitos brasileiros é ter o COMPLEXO DE VIRA-LATA. Estas pessoas complexadas não aceitam o fato de que o Brasil é hoje a nona potência econômica mundial e que em dez anos seremos a quinta, segundo previsões econômicas nacionais e internacionais. Não aceitam que o Brasil é um país democrático, que estamos crescendo de forma sustentável, que estamos variando nossa matriz energética, que o atual governo é melhor que o anterior, que internacionalmente estamos infinitamente mais respeitados que há 7 anos, que o IDH está aumentando, que a desigualdade social caiu, que o poder de compra melhorou, que a dívida pública caiu, que o desemprego caiu, que os salários estão sendo reajustados acima da inflação, que 32 milhões de pessoas saíram da pobreza.
RESUMINDO: O COMPLEXO DE VIRA-LATA NÃO DEIXA A PESSOA VER QUE O BRASIL MELHOROU.
2 opiniões
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Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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