IPCA-15 desacelera em fevereiro e fica em 0,64%, diz IBGE
da Folha Online
O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) de fevereiro teve alta de 0,64%, abaixo do registrado em janeiro (0,7%). O índice, que é a prévia do IPCA, a taxa de inflação oficial, ficou em 1,34% no acumulado de 2008. Para os 12 meses até fevereiro, a inflação é de 4,74% --acima dos 4,55% no período encerrado em janeiro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os grupos Alimentação e Bebidas (1,13 %) e Educação (3,61%) contribuíram com 0,5 ponto percentual no índice (0,25 ponto cada um), sendo responsáveis por cerca de 80% da taxa de fevereiro.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 15 de janeiro a 14 de fevereiro e comparados com os que foram coletados entre 11 de dezembro e 14 de janeiro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços.
O IPCA-15 de fevereiro concentrou alta de 3,61% em Educação, a maior variação, com destaque para o aumento nas mensalidades dos cursos de ensino formal (4,09%), reflexo dos reajustes no início do ano letivo. Foi o item de maior contribuição individual no índice do mês (0,20 ponto percentual). Nas mensalidades dos cursos diversos (idioma, informática, etc.), a variação foi de 4,32%.
No grupo Alimentos, a alta foi de 1,13%, abaixo do registrado em janeiro (1,96%). Os feijões (10,46% em fevereiro, contra 28,34% em janeiro), apesar da menor variação, continuaram com seus preços em alta. Por outro lado, as carnes ficaram um pouco mais baratas em fevereiro (recuando de 4,05% em janeiro para deflação de 0,99% neste mês).
A taxa dos produtos não-alimentícios foi de 0,97%, contra 0,35% de janeiro. O reajuste das mensalidades escolares e os aumentos nas tarifas dos ônibus urbanos no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife estiveram entre os fatores que mais contribuíram para a alta. Os combustíveis (-1,09%) foram os que deram a menor contribuição (-0,05 ponto percentual). Os preços do litro da gasolina ficaram 1,17% mais baratos, e o álcool teve queda de 1,42%.
Recife ficou com o maior índice regional (1,15 %), devido, principalmente, aos aumentos nos ônibus urbanos (9,38%). Curitiba (0,47%)e Porto Alegre (0,45%) tiveram os menores resultados.
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