Fed sinaliza novos cortes de juros, mas faz alerta sobre inflação
da Folha Online
O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, destacou nesta quarta-feira em seu testemunho ao Congresso a situação de fragilidade dos mercados de trabalho, de crédito e imobiliário nos EUA, o que foi visto como sinal de que o banco deve cortar sua taxa de juros mais uma vez na reunião de março.
Bernanke, no entanto, alertou para os riscos de alta na inflação --o que, por sua vez, pode indicar que uma interrupção na queda de juros não estaria descartada.
"É importante reconhecer que os riscos de baixa para o crescimento permanecem", disse Bernanke, diante do Comitê de Serviços Financeiros da Casa dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados), no Congresso. Ele afirmou que os responsáveis pela política monetária do Fed "terão de julgar se as ações tomadas até o momento estão tendo os efeitos pretendidos".
A expectativa, diante desses comentários, é de que o banco venha a reduzir sua taxa de juros mais uma vez no mês que vem. Até o momento o Fed já reduziu seus juros em cinco ocasiões: setembro (0,50 ponto percentual); outubro (0,25 pp); dezembro (0,25 pp); e janeiro (0,75 pp no dia 22 e 0,50 pp no dia 30). A taxa passou de 5,25% para os atuais 3% ao ano.
Para Bernanke, a inflação tem sentido a pressão exercida pelos itens da categoria Energia --refletindo as altas do petróleo. Olhando adiante, "a inflação poderia ser menor do que esperamos se o crescimento menor que o esperado no crescimento global moderar as pressões sobre a energia e outras commodities".
Mesmo assim, os aumentos de preços da energia e das commodities "sugerem um risco ligeiramente maior de alta sobre as projeções tanto nos índices gerais como nos núcleos [que excluem os preços de alimentos e energia] como visto no mês passado".
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