BM&F começa a negociar produtos na CME a partir de setembro
TONI SCIARRETTA
da Folha de S.Paulo
A BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), quarta maior Bolsa de futuros do mundo, espera iniciar negociações de produtos do CME Group (Chicago Mercantile Exchange), líder mundial, a partir do terceiro trimestre deste ano. A parceria foi aprovada nesta semana pela Assembléia de Acionistas da Bolsa.
Pelo acordo, paticipantes do mercado brasileiro poderão negociar, em reais, contratos agrícolas e financeiros oferecidos pela Bolsa americana, entre eles o S&P500 Futuro, o principal contrato financeiro do mercado de futuro do mundo.
No caso, a BM&F funcionará como a intermediadora do participante brasileiro na compensação do mercado americano. Até agora, para fazer este tipo de negócio, o participante brasileiro teria, necessariamente, que ter conta em alguma corretora com acesso à CME, e a operação deveria ser feita por meio de expatriação de recursos.
A expectativa da BM&F, atuando como interface deste negócio, é diminuir os custos para o investidor. Pelo acordo, o mesmo será feito pela CME com os produtos brasileiros. Hoje, a BM&F está presente em cerca de 600 pontos de negociação no Brasil. Com o acordo, os produtos serão oferecifos para mais de 80 mil pontos.
A perceria entre as Bolsas envolveu troca de ações. A CME ficou com cerca de 11% das ações da BM&F, e a Bolsa brasileira adquiriu cercad e 2% do CME Group.
Segundo Edemir Pinto, diretor-geral da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o entendimento assinado com a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), acerca de uma possível fusão, não terá prejuízo em relação à negociação já fechada com o CME Group.
Ele afirmou que se a fusão Bovespa/BM&F vingar, a empresa avaliará a melhor forma de aproveitar as sinergias em fases de implementação com a CME. Ou seja, mais produtos poderiam passar a ser negociados entre as Bolsas com mais facilidades.
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