Dinheiro
27/02/2008 - 13h36

Mantega promete dar benefícios para o IR da pessoa física

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

A equipe econômica decidiu ser simpática com a classe média e deverá anunciar, na próxima semana, medidas para alterar o Imposto de Renda da Pessoa Física. Segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda), essas medidas irão fazer com que uma parcela da sociedade passe a pagar menos imposto.

"Estamos também estudando algumas medidas no Imposto de Renda da Pessoa Física. Ainda não estão definidas, mas certamente vão beneficiar uma parte da população, que vai pagar menos", afirmou.

O ministro, no entanto, não detalhou a proposta, se a intenção do governo é criar um maior número de alíquotas (15% e 27,5%) ou elevar a faixa de isenção (hoje em R$ 1.372,81 por mês).

Nesta quarta-feira, o ministro apresentou a proposta de Reforma Tributária para uma platéia de empresários, no Palácio do Planalto.

Durante o encontro, os empresários pediram a antecipação de algumas desonerações e a inclusão do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) no IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que pela proposta do governo terá quatro tributos (PIS, Cofins, Cide e CSLL). Outro pedido foi a inclusão do ISS (Imposto sobre Serviços), tributo municipal, no ICMS (Imposto sobre Mercadorias e Serviços) --a proposta de reforma unifica a legislação do ICMS.

"Alguns empresários pediram para antecipar desonerações e aumentar as fusões de tributos. Eu até espero que isso ocorra no Congresso", afirmou. A proposta será remetida amanhã ao Congresso Nacional.

Mantega aceitou ainda a sugestão de alguns governadores, que é deixar uma parte da arrecadação do ICMS no Estado de origem do produto. O objetivo é incentivar a fiscalização. Pela proposta original, o regime de cobrança passaria da origem para o destino do produto. Agora, 2% da alíquota ficará na origem.

"Nós gostaríamos de ter zerado o ICMS na origem. Isso evidentemente erradicava a guerra fiscal. Porém, alguns Estados, os mais produtores, se sentiram ameaçados e questionaram qual a segurança de que o Estado de destino vai cobrar. Isso vai estimular a cobrança", explicou.

 

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