Presidente dos EUA se opõe a lei do Senado para reduzir despejos
da Folha Online
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que se opõe à lei proposta pelos democratas no Senado para ajudar os proprietários de casas a quitarem suas hipotecas e evitarem ações de despejo.
"O Senado vem considerando uma legislação que mais serve para livrar especuladores que para ajudar os proprietários a manterem suas casas", disse Bush. "A lei do Senado irá, na verdade, prolongar o tempo que o mercado imobiliário precisará para se ajustar e recuperar, além de levar a taxas de juros mais altas."
Nesta semana, o governo informou que o presidente vetará a Lei de Prevenção de Despejos de 2008 se for aprovada no Congresso devido a duas discordâncias principais: os itens que permitem a juízes reduzirem o montante da dívida principal e as taxas de juros nas hipotecas de quem declarar falência.
O governo ainda se opõe ao item da nova lei que iria destinar US$ 4 bilhões a governos estaduais e municipais para a compra e reforma de imóveis recuperados em ações de despejo.
Os senadores democratas ainda pretendem levar a lei para votação. Em uma carta ao presidente Bush, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que a lei proposta no Senado "contém soluções focadas, necessárias e apropriadas que, em conjunto, irão beneficiar mais de 700 mil famílias, dar a 80 mil imóveis vagos devido aos despejos um uso produtivo e criar 30 mil empregos e US$ 10 bilhões em atividade econômica no processo".
Recessão
Bush expressou otimismo sobre a economia, apesar dos indicadores econômicos negativos divulgados nos últimos dias. "Não creio que estejamos a caminho de uma recessão, mas sem dúvida estamos em meio a uma desaceleração", afirmou.
O Departamento do Comércio divulgou hoje um dado que confirmou a desaceleração na economia americana, mantendo a estimativa de crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) em 0,6% --mesmo índice divulgado no dia 30 de janeiro deste ano.
Segundo o departamento, a desaceleração no PIB no trimestre passado refletiu a perda de força nos estoques de negócios no país e uma desaceleração nas exportações, nos gastos dos consumidores e nos gastos do governo federal.
No ano passado como um todo, a economia dos EUA cresceu 2,2%, menor desempenho desde 2002, quando a expansão foi de 1,6%. Em 2006, a economia americana teve aumento de 2,9%.
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