Dinheiro
29/02/2008 - 09h26

Confiança da indústria cresce 1,2% em fevereiro, informa FGV

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da Folha Online

O ICI (Índice de Confiança da Indústria), apurado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), teve alta de 1,2% em fevereiro em relação a janeiro, passando de 113,7 para 115,1 pontos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira. No mês passado em relação a dezembro, o índice havia registrado queda de 2,1%, para 113,6 pontos.

Apesar da alta, o índice desacelerou se comparado ao desempenho obtido entre janeiro e fevereiro do ano passado (5,7%).

Na comparação com fevereiro do ano passado, o ICI deste mês registrou crescimento de 4,1% --índice também inferior ao de janeiro deste ano em comparação ao de janeiro do ano passado, quando o avanço havia sido de 8,7%.

"Tivemos alguns sinais de desaceleração, mas estamos ainda em um ritmo forte", disse Aloísio Campelo, coordenador das pesquisas de sondagens conjunturais do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV. Para ele, isso ocorre devido à conjunção de fatores que inclui problemas pontuais em alguns setores e o arrefecimento da demanda externa.

Já os estoques industriais "caminham para uma situação de normalidade", informou a FGV. A parcela de empresas que apontam estar com estoques insuficientes (sinal de aquecimento) ficou em 9% janeiro e fevereiro. Já a proporção das que afirmam estar com estoques excessivos aumentou de 6% para 9% --maior índice desde outubro de 2006 (11%).

As previsões relativas à contratação de mão-de-obra continuam favoráveis. Das 1.042 empresas consultadas, 28% prevêem aumento do contingente empregado nos próximos três meses, enquanto 17% prevêem uma redução --em fevereiro de 2007, as proporções eram de 22% e 18% respectivamente.

O pesquisador disse que a tendência é do ICI continuar no ritmo atual enquanto não houver problemas que afetem a demanda interna. "Teoricamente as exportações caiam ainda mais. Então a economia dependerá ainda mais da demanda interna, que por enquanto vai bem. A massa salarial continua em alta e o crédito também", explicou.

Superaquecimento

Campelo lembrou que o risco que superaquecimento do setor industrial --que colocou dúvidas sobre o desenvolvimento do setor nesse ano-- já se arrefeceu. Em fevereiro, o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) ficou em 84,7%.

"O superaquecimento pode ser notado com uma utilização de capacidade instalada alta e com estoque e matéria-prima disponível baixos. E notamos que a utilização da capacidade está em queda e o estoque subiu", disse. "O Nuci em queda mostra o resultado dos investimentos que estão em andamento."

 

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