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Dinheiro
29/02/2008 - 13h09

Governo diz que reforma tributária fará PIB crescer mais 0,5 pp ao ano

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

Atualizada às 14h02

O governo projeta crescimento adicional de 0,5 ponto percentual no PIB (Produto Interno Bruto) do país a cada ano se a reforma tributária for aprovada. Segundo o secretário de Política Econômica, Bernard Appy, o impacto corresponderá a um aumento estimado de 10,9% a 12% sobre valor atual das riquezas do país ao longo de 20 anos.

"O PIB do Brasil pode ser 12% maior que hoje com a aprovação da reforma. Será 0,5 ponto percentual [maior] a cada ano durante 20 anos", afirmou Appy em palestra organizada pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e realizada hoje na Fiesp.

"O projeto é um bom desenho para o sistema tributário brasileiro. Mudanças sempre têm impacto positivo sobre o crescimento. Ao longo dos últimos cinco anos, as iniciativas do governo têm provado isso, como a desoneração de bens de capital", afirmou.

Confira os principais pontos da proposta de reforma tributária

Para Appy, o crescimento econômico acomoda a possibilidade de aumentar despesas e ainda assim não aumentar a carga tributária. A declaração foi dada para rebater os críticos que mencionam que a reforma, como foi proposta, acarretará em aumento de tributos.

Assim, o secretário afirmou haver espaço para absorver o custo fiscal da reforma acarretado com a desoneração da folha de pagamentos ao longo de seis anos, com a qual o governo projeta perdas de receita de R$ 24 bilhões (R$ 4 bilhões ao ano). Neste período, o governo também calcula outros R$ 5 bilhões, que é o custo implícito da política nacional de desenvolvimento regional.

Outro custo que precisará ser absorvido, segundo Appy, são R$ 13 bilhões resultantes da unificação de impostos no IVA-F (Imposto sobre Valor Agregado), que deverá ser contabilizado pelo governo uma única vez.

O governo também calcula em até R$ 10 bilhões ao ano a aplicação no FER (Fundo de Equalização das Receitas) para compensar possíveis perdas que os Estados podem ter.

O IVA-F, que irá incidir sobre bens e serviços, vai unificar três tributos federais existentes hoje: PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico).

PEC

O ministro Guido Mantega (Fazenda) entregou ontem ao Congresso Nacional a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma tributária. Com a chegada do texto ao Congresso, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados terá que avaliar se a proposta é constitucional. Depois, será instalada uma comissão especial que irá analisar a proposta.

O objetivo da reforma é fazer alterações no sistema tributário brasileiro, ou seja, na cobrança de impostos. Para que elas sejam efetivas, é necessário aprovar não só a PEC, mas também uma série de leis complementares.

Entre outros pontos, a reforma prevê a redução de impostos para produtos da cesta básica que ainda não passaram por desoneração, como pão, açúcar e óleo de soja. Para as empresas, está prevista ainda a desoneração da folha de pagamentos, reivindicação antiga dos empresários.

Além disso, o governo pretende, 90 dias após aprovada a PEC da reforma tributária, encaminhar um projeto de lei para desonerar a folha de pagamento. A contribuição patronal à Previdência Social cairia de 20% para 14% em seis anos, sendo reduzido um ponto percentual por ano.

A proposta prevê também a completa desoneração dos investimentos. Para isso, serão reduzidos gradualmente os prazos que as empresas têm para fazer a utilização dos créditos referentes a impostos pagos na aquisição de máquinas e equipamentos, ou seja, no momento do investimento.

Comentários dos leitores
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Quanto a reforma politica e a situação tributaria do brasil, a opsição do governo lula, pelos partidos do PSDB, e DEMO, atingo (PFL), esta ganhando de PSDB 10 X 0 LULA, não conseguir levar pra frente a reforma triburaria, derrubou a CPMF, levando os municipios brasileiro a uma calamidade publica na área da saúde, consegundo assim os seus objetivos, levando os mais pobres, para maiores necessidade, desconforto, desorientação, muitos sem saber aonde ir buscar tratamentos para seus casos de saude, que cada vez mais, aparece duenças dificieis de curas, como estamos a 11 anos com os problemas da dengue, e agora com a onda da gripe suina, e o que mais esta por vir. Na verdade o que se sabe é que as secretaqria de saude, o ministério da saude, ficam dando informções na midia, mas na ponta, nos municipios nãi exite preparo neenhum, se que levam orientação para os profissionais da area, no tratamento o que tenho visto no municipis em que mora, sempre tém os médicos de responsabilidade que da uma atenção maior nas consultas dos pacientes gripados, e existem aqueles médico da rede publica que vai no posto cumprir com seu horários de trabalho uma vez por semana, quando volta naquele posto de saude para dar o segundo plantão depois de 10 dias, não sabe o que aconteceu com o parciente com suspeita da girpe suina, não existe uma preocupação efetiva com as doenças porque os prefeitos não tem recurso para investir na hora necessaria. sem opinião
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Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
P$DEM não tem proposta para o país seu choque de gestão é o que a de pior para o povo que necessita de políticas publicas!!! sem opinião
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Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
O Sr Serra deveria se recolher aos aposentos pois falar que a reforma é um "horror" que é isso ou aquilo e não dar nenhuma explicação do que está errado isso é só politicagem!!! 2 opiniões
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