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Dinheiro
03/03/2008 - 15h01

Preço do petróleo segue em alta em NY e atinge novo recorde

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da Efe, em Nova York

O preço do barril do petróleo cru atingiu novas máximas nesta segunda-feira --acima dos US$ 103 em Nova York--, coincidindo com o maior enfraquecimento do dólar e com as expectativas de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não altere as cotas atuais de produção.

Às 14h40 (horário de Brasília), os contratos para entrega em abril eram negociados na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês) a US$ 103,69 por barril --alta de 1,82% ante o fechamento de sexta-feira. Pouco antes, no entanto, a commodity atingiu a cotação recorde de US$ 103,95.

A forte tendência de alta ocorre em paralelo à alta que registravam também os valores dos combustíveis e em particular os que se empregam para calefação.

O preço do petróleo cru iniciou a semana com forte tendência de alta, enquanto os operadores aguardam a decisão que tomará a Opep em sua reunião na próxima quarta-feira.

Os analistas prevêem que a organização, que produz ao redor de 40% do total de petróleo, não fará alterações em suas cotas de produção frente aos níveis estabelecidos na reunião de fevereiro.

As escalada de alta coincide também com mais um dia de dólar enfraquecimento diante do euro e outras divisas internacionais, o que encoraja o investimento em matérias-primas que, como o petróleo e o ouro, se negociam em dólares.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira pela revista especializada Petrostrategies, o ministro de Petróleo saudita, Ali al-Naimi, descartou que o preço do barril de petróleo volte a ser cotado abaixo dos US$ 60 ou US$ 70. Segundo ele, esse é o valor limite para rentabilizar o negócio e nada justifica agora aumentar a produção.

Quanto às razões que levam o petróleo às cotações atuais, Ali al-Naimi apontou a geopolítica dos países produtores, o pessimismo sobre o abastecimento, a capacidade de produção dos países produtores e as reservas mundiais. "Todos estes aspectos dão uma visão falsa de um mercado ajustado", argumentou, reforçando a idéia de que, frente a esse cenário, não é necessário elevar a produção.

 

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