Dinheiro
03/03/2008 - 18h08

Após bater recorde, preço do petróleo sobe 0,65% em Nova York

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da Folha Online
da France Presse, em Nova York

O preço do barril de petróleo em Nova York fechou em alta nesta segunda-feira, após bater o recorde durante o pregão e recuar, puxado pela queda da cotação do dólar ante outras moedas fortes.

No Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de WTI para entrega em abril fechou a US$ 102,45, com alta de 0,65%. Já em Londres, o barril de Brent para entrega no mesmo mês fechou a US$ 100,48, com alta de 0,38%.

Durante o pregão em Nova York, o preço chegou a atingir US$ 103,95, o novo recorde histórico para a commodity.

"A queda do dólar atraiu os fundos especulativos para os mercados de matérias-primas, principalmente de petróleo", disse John Kilduff, analista da MF Global.

A depreciação do dólar --moeda usada para cotar o petróleo-- torna a commodity mais barata para investidores que possuem outras moedas e que buscam investimentos mais seguros diante da atual instabilidade das Bolsas ao redor do mundo, dizem os analistas.

Fatores geopolíticos também ajudam para empurrar para cima os preços do petróleo. Os mais relevantes são a tensão entre Venezuela, Colômbia e Equador --o primeiro e o último são membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)--, a "guerra do gás" entre Rússia e Ucrânia e os ataques turcos a rebeldes curdos no norte do Iraque.

Para tornar o quadro ainda mais nebuloso, a Opep se reúne na quarta-feira para definir se reduz ou não sua oferta de petróleo, pautado pela possível queda de demanda que seria causada pela crise econômica nos Estados Unidos.

A Opep produz 40% do petróleo exportado no mundo, e os Estados Unidos são os maiores consumidores mundiais da commodity.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira pela revista especializada Petrostrategies, o ministro de Petróleo saudita, Ali al-Naimi, descartou que o preço do barril de petróleo volte a ser cotado abaixo dos US$ 60 ou US$ 70. Segundo ele, esse é o valor limite para rentabilizar o negócio e nada justifica agora aumentar a produção.

Quanto às razões que levam o petróleo às cotações atuais, Ali al-Naimi apontou a geopolítica dos países produtores, o pessimismo sobre o abastecimento, a capacidade de produção dos países produtores e as reservas mundiais. "Todos estes aspectos dão uma visão falsa de um mercado ajustado", argumentou, reforçando a idéia de que, frente a esse cenário, não é necessário elevar a produção.

 

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