Dinheiro
03/03/2008 - 20h03

Petrobras fecha 2007 com lucro de R$ 21,51 bilhões, queda de 17%

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A Petrobras fechou o ano de 2007 com um lucro líquido de R$ 21,512 bilhões --17% menor do que o registrado no ano anterior (R$ 25,919 bilhões), informou a empresa nesta segunda-feira.

Apesar da redução, a petrolífera se manteve como a mais lucrativa empresa brasileira no ano passado, superando por cerca de R$ 1,5 bilhão o resultado da mineradora Vale (R$ 20,006 bilhões).

Já no quarto trimestre de 2007, o lucro líquido foi de R$ 5,053 bilhões, 3% a menos do que o observado no mesmo período de 2006.

Segundo o comunicado enviado ao mercado, o resultado "reflete os efeitos cambiais sobre os ativos no exterior, dada a apreciação do real frente ao dólar, maiores gastos com a importação de produtos, ajustes no plano de pensão (Petros) e o impacto dos maiores custos na cadeia de fornecimento de bens, serviços e recursos humanos na indústria petrolífera".

Somente com a repactuação do plano Petros foi gasto R$ 1,75 bilhão. Já a apreciação do real ante o dólar custou R$ 3,9 bilhões à empresa --R$ 2,6 bilhões a mais do que no ano anterior.

A receita líquida da Petrobras em 2007 ficou em R$ 170,578 bilhões, 8% a mais do que em 2006 (R$ 158,239 bilhões). Já o Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 50,275 bilhões --queda de 1% sobre o ano anterior.

Ano ímpar

Apesar da queda no lucro líquido, o diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa, ressaltou que o resultado do ano passado foi "ímpar" na história da companhia.

Segundo ele, o resultado de 2007 "tem que ser olhado com ótica diferenciada". "Nossas ações tiveram grande valorização em função da descoberta das reservas do pré-sal. Além disso, o valor de mercado da companhia dobrou", disse.

Em 2007, o valor de mercado da petrolífera teve forte crescimento de 87%, atingindo R$ 429,923 bilhões. O crescimento ocorreu devido, além da descoberta dos campos no pré-sal, ao desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro e ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional.

Outro item em alta na empresa foi o valor total dos investimentos: atingiu R$ 45,3 bilhões, 34% superior ao empregado em 2006. Já a produção se manteve praticamente estável. Passou de 2,297 milhões de barris por dia para 2,301 milhões de barris/dia.

Para 2008, Barbassa traça uma perspectiva otimista para a companhia. Segundo ele, quatro novas plataformas que entraram em operação no final de 2007, cujas capacidades de produção somam 520 mil barris/dia, só terão a operação consolidada ao longo do ano.

"Temos também a previsão de ampliar nossa capacidade instalada de produção em mais 460 mil barris/dia em 2008. Também começaremos a produzir em dois campos na Nigéria", disse.

 

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