Ministro saudita rejeita elevar produção de petróleo
da Efe, em Riad
O ministro do Petróleo saudita, Ali al-Naimi, considerou o mercado petroleiro estável e sólido, e por isso não considerou necessário alterar a cota de produção total conjunta da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Em entrevista ao jornal árabe internacional "Al-Hayat", Naimi atribuiu a recente escalada dos preços do petróleo à alta especulação nos mercados internacionais do petróleo.
"Os preços atuais estão vinculados a grandes especulações, nas quais alguns especuladores acham que os preços do petróleo deveriam chegar aos US$ 200 por barril entre 2013 e 2015", disse Naimi.
O ministro saudita afirmou que prefere manter a cota de produção conjunta e rejeitou a proposta dos Estados Unidos de aumentar a oferta para baratear o petróleo.
As declarações de Naimi coincidem hoje com a realização de uma reunião dos ministros de Petróleo dos países-membros da Opep, em Viena, para discutir os últimos eventos no mercado mundial.
A recente escalada dos preços do petróleo até mais de US$ 100 por barril e a incerteza sobre a economia mundial são alguns dos temas que marcam essa cúpula.
Os mercados esperam que a 148ª conferência ministerial da Opep, a primeira reunião ordinária de 2008, termine com o acordo de manter a cota vigente de produção de petróleo em 29,67 milhões de barris diários (mbd), que inclui a produção de doze dos treze países-membros, todos menos o Iraque.
A Arábia Saudita é o maior produtor de petróleo do mundo e exporta mais de 10 milhões de barris por dia.
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