Emprego no setor privado dos EUA cai pela primeira vez em 5 anos
da Efe, em Nova York
O setor privado dos Estados Unidos empregou em fevereiro 23 mil pessoas a menos que no mês anterior, a primeira queda registrada neste setor desde abril de 2003, informou nesta quarta-feira a empresa de análise ADP (Automatic Data Processing).
"A queda em fevereiro indica uma desaceleração na criação de emprego nas empresas de todos os portes', embora 'a maior redução tenha sido registrada nas grandes companhias", informou através de comunicado Joel Prakken, responsável pelo estudo.
As empresas pequenas (com entre um e 49 trabalhadores) deram emprego a quinze mil pessoas a mais em fevereiro do que em janeiro, as médias (de entre 50 e 499 empregados) a quatro mil a menos e as grandes (com mais de 500 funcionários) a 34 mil a menos, disse a ADP.
A companhia explicou que, por exemplo, a indústria manufatureira empregou em fevereiro 40 mil pessoas a menos e o setor serviços deu trabalho a 47 mil a mais.
Prakken destacou que o setor da construção residencial e o financeiro "foram mais afetados" pelos recentes problemas do setor hipotecário.
Em fevereiro, o setor financeiro empregou cinco mil pessoas a menos e o da construção, 30 mil, em relação ao mês anterior, o que neste último caso representa sua 15ª queda consecutiva.
Esse último setor emprega atualmente 236 mil pessoas a menos que em agosto de 2006, quando foram registrados os níveis mais altos de trabalho nesta área de atividade, destacou a ADP.
Wall Street recebeu hoje com preocupação os dados da empresa, dois dias antes da divulgação dos dados oficiais de emprego correspondentes a fevereiro.
Ian Stephenson, economista da firma de análise High Frequency Economics, considerou, no entanto, em nota a seus clientes que "uma queda neste índice (ADP) não garante uma redução nos dados oficiais de sexta-feira, mas torna-o mais provável."
Stephenson acrescentou que este e outros índices indicam que o mercado de trabalho americano "está claramente se deteriorando" e advertiu de que podem ocorrer "mais quedas substanciais", no futuro.
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