Indústria se desculpa por "monotonia" da reclamação e critica BC
da Folha Online
As entidades Fiesp e Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) voltaram a criticar, nesta quarta-feira, decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) em manter inalterada a taxa de juros pela quarta reunião consecutiva. O BC informou que a Selic continua em 11,25% ao ano.
"Há cerca de três anos e meio a Fiesp e o Ciesp têm, reiteradas vezes, manifestado --sempre sob argumentação técnica-- a sua discordância quanto às ações do Copom no que diz respeito às taxas de juros praticadas no Brasil", afirma comunicado conjunto.
Desculpando pela "monotonia" dos argumentos, as entidades ressaltaram o fato de que o país pratica a maior taxa de juros do planeta.
"Sabemos que está crescendo uma dívida a ser paga no futuro, e que ela será, como tudo neste país, mais uma responsabilidade a ser resolvida pela sociedade brasileira. E seja quem for que estiver no governo. Esse compromisso será apenas de quem trabalha e produz", diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.
Para os industriais do Estado do Rio de Janeiro, a decisão do Copom não representou novidade, em meio à atual conjuntura interna e externa.
Nesse sentido, a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) defendeu que a aprovação das reformas estruturais contribuiria para a retomada do processo de corte. "A reforma tributária se torna um passo importante, desde que não seja acompanhada por aumento de carga tributária."
A CNI, por sua vez, argumentou que a "queda dos juros é crucial para reverter valorização do real". "A manutenção dos juros amplia o diferencial em relação aos juros americanos e exacerba o processo de valorização da moeda brasileira, o que provoca danos a segmentos industriais brasileiros", afirmou Armando Monteiro Neto, presidente da entidade
A confederação, porém, afirma que a decisão do Copom não surpreendeu a instituição, uma vez que as "atas das reuniões anteriores sinalizaram para essa definição, também antecipada pelos mercados".
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