Para comércio, manutenção da Selic é "inexplicável" e inibe crescimento
da Folha Online
As entidades que representam o comércio em São Paulo lamentaram o que consideram "inexplicável", por parte do Banco Central, de manter a taxa básica de juros (Selic) em 11,25% ao ano. A decisão, no entanto, não surpreendeu as associações, que esperam pela retomada da queda a partir das próximos reuniões.
Para a Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), "a ata da reunião anterior revelava forte preocupação das autoridades monetárias com a trajetória inflacionária. Mas os índices de preços, em especial o IPCA, não confirmaram essas expectativas pessimistas. Ao contrário, o susto passou e a inflação refluiu, tornando inexplicável o conservadorismo do Copom", afirmou Abram Szajman, presidente da entidade.
Para a Fecomercio, outros fatores, como a desvalorização do dólar e as quedas nas taxas de juros norte-americanas, também abriram espaço para que houvesse uma redução de 0,25 ponto percentual.
Além da manutenção da Selic em patamar elevado, a Fecomercio manifestou preocupação com o aumento, ocorrido em janeiro, das taxas de juros cobradas do consumidor.
A ACSP (Associação Comercial de São Paulo), por sua, afirmou entender a manutenção, por conta das incertezas do cenário externo, mas ressaltou que "tendo em vista que os últimos indicadores de inflação já mostram recuo dos preços, não se pode ignorar que a taxa de juros no Brasil continua extremamente elevada".
"Esperamos que o Banco Central retome o mais rapidamente possível o processo de redução dos juros, para incentivar os investimentos e o crescimento", disse em nota Alencar Burti, presidente da ACSP.
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