Vendas do Wal-Mart em fevereiro crescem 2,6%; demais varejistas oscilam
da Folha Online
As vendas das redes varejistas nos EUA em fevereiro mostraram desempenhos variados, o que foi visto com relativo otimismo em um cenário de desaquecimento da economia. A exceção foi a rede Wal-Mart, que teve um resultado acima do esperado.
As vendas na maior rede varejista do mundo tiveram um ganho de 2,6% nas mesmas lojas --abertas há pelo menos um ano. Segundo a empresa, o desempenho nas vendas de aparelhos eletrônicos, mantimentos e itens para cuidados com a saúde foram os que mais contribuíram para o resultado positivo.
Outras redes, no entanto, mostraram desempenho fraco no mês passado, como a Limited Brands, que registrou uma queda de 9% nas vendas nas mesmas lojas (mesmo assim, superou o previsto pelos analistas, que esperavam uma queda de 11%).
A rede AnnTaylor Stores também teve resultado negativo em fevereiro, com uma queda de 1,7%, mas ficando acima do esperado pelos analistas, que previam um declínio de 3,6%. Já a rede Pacific Sunwear, da Califórnia, registrou alta de 6% nas vendas, contra uma previsão de declínio de 0,4%.
As vendas da rede Wet Seal caíram 8,2%, mais que os 2,2% esperados pelos analistas. Ontem, a rede Saks --que opera a Saks Fifth Avenue-- divulgou um ganho de 3,4% no mês passado, contra uma previsão de estabilidade.
Apesar dos resultados positivos em alguns casos, e de resultados menos negativos que o esperado em outros, os consumidores devem continuar a concentrar seus ganhos em gêneros de maior necessidade, moderando o consumo de bens mais supérfluos.
Mesmo assim, alguns analistas mostram otimismo: os resultados mostrados hoje "dão um lampejo de esperança aos varejistas", disse o presidente da consultoria RetailMetrics, Ken Perkins, segundo a agência de notícias Associated Press (AP). "Os resultados estão melhores que o esperado. Mas certamente os consumidores não estão ansiosos para gastar."
No mês passado, o Departamento do Comércio informou que as vendas no varejo nos EUA cresceram 0,3% em janeiro, após uma queda de 0,4% em dezembro.
A expectativa era de um novo declínio, de 0,3%, no mês passado. Mesmo assim, diante do quadro de desaceleração da economia americana, a expectativa para os próximos meses é de que o consumo dos americanos venha a declinar.
No quarto trimestre do ano passado a economia do país cresceu apenas 0,6%, após uma alta de 4,9% um trimestre antes. A economia também eliminou 17 mil empregos no mês passado, o que pode afetar a confiança dos americanos na economia e inibir aumentos de gastos.
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