Bolsa de Tóquio tem a maior queda em seis semanas
da Efe, em Tóquio
da Folha Online
O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou a sessão desta sexta-feira em queda forte, a maior em seis semanas. A retração foi provocada pela crescente valorização do iene e as inquietações a respeito do mercado de crédito nos Estados Unidos.
O índice Nikkei 225 retrocedeu 3,27%, a 12.782,80 unidades. A Bolsa de Hong Kong também registrou queda acentuada, de 3,6%, aos 22.501,33, arrastada pelo nervosismo com os mercados imobiliário e de crédito norte-americano.
Na China, em Xangai, o índice geral fechou com queda de 1,39%, aos 4.300,52. O volume de negócios foi de 92,84 bilhões de iuanes (US$ 13,059 bilhões).
Em Shenzhen, o índice geral fechou em baixa de 135,27 pontos (0,86%), para 15.560,85. O volume de negócios foi de 46,31 bilhões de iuanes (US$ 6,514 bilhões).
Ontem, as Bolsas americanas fecharam com baixas, novamente atingidas pela crise do crédito imobiliário de alto risco ("subprime").
"Os temores sobre o mercado de crédito e a seguida deterioração do setor imobiliário impulsionaram as vendas [de ações]", disse Al Goldman, analista da A.G Edwards.
Várias instituições financeiras envolvidas na crise do subprime anunciaram problemas nesta quinta-feira. A financeira Thornburg Mortgage revelou que enfrenta inadimplência maciça em muitos de seus créditos e que terá dificuldades para se manter. A Ambac, por sua vez, teve sua recomendação rebaixada pelo Goldman Sachs, que considerou insuficiente o plano de recapitalização do grupo, na ordem de US$ 1,5 bilhão.
Os temores sobre o mercado imobiliário se confirmaram através do novo nível recorde de execução de hipotecas informada hoje pela MBA (Associação dos Bancos Hipotecários, na sigla em inglês).
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