Formato de venda da Cesp tem aval de tribunal
TONI SCIARRETTA
da Folha de S.Paulo
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo decidiu arquivar uma representação do Sindicato dos Engenheiros, que questionava o valor do preço mínimo da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), que vai a leilão no dia 26. O TCE afirma que a modelagem de venda foi feita por dois bancos, que seguiram padrões internacionais, considerando o fluxo de caixa da empresa.
Segundo os engenheiros, o preço mínimo de R$ 6,6 bilhões não levaria em conta os eventuais valores que a União teria de ressarcir aos novos donos da Cesp em caso de não-renovação das concessões das usinas hidrelétricas. O valor diz respeito a investimentos feitos, mas não amortizados pelos concessionários.
No caso da usina de Porto Primavera, em que a Aneel recomendou a renovação por mais 20 anos, a União deveria devolver até R$ 12 bilhões se não renovar a concessão, segundo o sindicato. 'Pode ser o maior golpe já aplicado contra os cofres do Estado', disse Carlos Kirchner, do sindicato.
A Secretaria de Fazenda, que coordena a venda, informou que demonstrou ao TCE que não há "fundamentação nos argumentos' dos engenheiros. 'O Estado auferirá uma receita bem superior fazendo a alienação. O sindicato está tentando confundir a opinião pública e retardar o processo. Trata-se de uma representação que defende apenas interesses corporativos dos engenheiros."
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