Mercado se assusta com economia americana e Bovespa abre em queda de 1,4%
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
O mercado acionário brasileiro começa a operar nesta sexta-feira sob impacto da mais importante e pior notícia do dia, até o momento: a destruição de empregos nos Estados Unidos. O Departamento do Trabalho americano informou que houve o fechamento de 63 mil vagas no mês de fevereiro. Analistas do setor financeiro projetavam criação de 35 mil vagas no período.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, recua 1,38%, aos 62.108 pontos. Ontem, a Bolsa fechou em forte queda de 2,56% e anulou seus ganhos acumulados neste ano.
As Bolsas americanas, a principal referência externa para os negócios internos, ainda não abriram. O mercado brasileiro pode reagir com mais força após uma sinalização mais clara dos mercados nos EUA
O dólar comercial é vendido por R$ 1,693, em alta de 0,77%. Na quinta-feira, a taxa de câmbio final foi de R$ 1,680, um incremento de 0,53%.
Na Ásia, as principais Bolsas asiáticas já acusaram o impacto do aumento do pessimismo com a economia americana. Em Tóquio, a Bolsa local encerrou o pregão de hoje com perdas de 3,72%, seu maior "tombo" em seis semanas. Em Hong Kong, o índice Hang Seng cedeu 3,6%.
Na Europa, a queda também é generalizada: na Bolsa de Londres, o indicador FTSE-100 retrai 1,80%; O CAC-40, da Bolsa de Paris, perde 1,50%; Em Frankfurt, o DAX tem baixa de 1,49%. Por fim, o índice MIBTel, da Bolsa italiana, indica perdas de 2,07%.
O pessimismo do mercado financeiro com a economia americana ganhou novos contornos ontem, ao final de uma bateria de indicadores ruins, que apontaram o enfraquecimento do setor imobiliário, os problemas sérios do setor financeiro e a contaminação da "economia real" (setor produtivo e consumo).
Ontem, investidores e analistas se assustaram com o dado que derrubou de vez os negócios: a taxa de execução das hipotecas atingiu novo recorde --0,83%-- no quarto trimestre de 2007, segundo a instituição privada MBA (Associação dos Bancos de Hipoteca, na sigla em inglês).
No mesmo dia, o mercado entrou em polvorosa com a notícia de que duas importantes empresas focadas em hipotecas, que geraram a crise que arrasta as Bolsas há meses, não conseguiram cumprir alguns de seus compromissos financeiros.
Tanto a Carlyle quanto a Thornburg Mortgage não conseguiram cumprir o que se chama de "chamadas de margem", isto é, depósitos feitos pelas partes para garantir a liquidação de um contrato financeiro. Esse estado de quase insolvência das duas instituições financeiras bastou para retomar com força o temor pelas conseqüências da crise dos créditos "subprime" (hipotecas de alto risco) para a economia dos EUA.
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Especial


LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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