PIB dos EUA pode ficar negativo no trimestre, diz conselheiro de Bush
da Folha Online
O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) dos Estados Unidos pode registrar um resultado negativo no primeiro trimestre deste ano, disse nesta sexta-feira o chefe dos conselheiros econômicos da Casa Branca, Edward Lazear.
"Nós não sabemos na verdade de [o PIB] será negativo ou não", disse Lazear (que em 2006 substituiu Ben Bernanke no cargo depois que este foi escolhido para presidir o Federal Reserve). "Nós definitivamente reduzimos nossa previsão para este trimestre."
| Stefan Zaklin /Efe |
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| O chefe dos conselheiros econômicos da Casa Branca, Edward Lazear |
No quarto trimestre do ano passado, a economia americana registrou uma expansão de apenas 0,6%, confirmando a estimativa inicialmente divulgada no fim de janeiro. O dado marcou uma forte retração em relação ao terceiro trimestre, quando a economia cresceu 4,9% (após uma estimativa inicial de 3,9%).
Lazear, no entanto, não quis discutir se a Casa Branca trabalha com a hipótese de a economia cair em recessão --que se caracteriza por dois trimestres seguidos de desempenho negativo.
"Eu ainda não estou dizendo que há uma recessão, afirmou. "Vamos ter um trimestre de crescimento fraco, e se poderemos chamar de recessão é algo que não saberemos por muitos meses."
Sobre o mercado de trabalho, Lazear disse que irá se recuperar neste ano e o crescimento econômico vai ganhar fôlego, impulsionado principalmente pelo pacote de estímulo aprovado recentemente. "Este trimestre será o nosso mais fraco. Há indicadores sugerindo que o crescimento vai se recuperar, e rapidamente. A questão então é quão rapidamente", disse.
Quanto à eliminação de 63 mil empregos na economia no mês passado, Lazear disse que "obviamente ficamos desapontados". Ele, no entanto, quis destacar o que viu como sinais positivos: a queda no índice de desemprego (de 4,9% para 4,8%) e o aumento de 0,3% nos salários por hora.
O recuo na taxa de desemprego, no entanto, se deu devido à redução de 450 mil trabalhadores na força de trabalho americana em fevereiro.
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