Dinheiro
07/03/2008 - 16h18

Bush reconhece desaceleração da economia e pede a contribuintes que gastem

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da Folha Online

Atualizado às 16h31

O presidente americano, George W. Bush, reconheceu nesta sexta-feira que a economia americana desacelerou e pediu que os contribuintes gastem --não guardem em poupanças, ou invistam, ou mesmo paguem dívidas-- os cheques de restituição que deverão receber em alguns meses, dentro do pacote de estímulo sancionado no mês passado.

"Está claro que nossa economia desacelerou, mas a boa notícia é que nós antecipamos isso e tomamos uma ação decisiva para impulsionar a economia ao sancionar um pacote de crescimento que irá colocar dinheiro nas mãos dos americanos e nas empresas", disse Bush, acrescentando, no entanto, que o cenário de longo prazo é positivo. "Nossa economia vai prosperar", afirmou Bush.

"Perder um emprego é doloroso e eu sei que os americanos estão preocupados com nossa economia. Eu também", afirmou. "Eu sei que essa é uma hora difícil para nossa economia. mas nos reconhecemos o problema antecipadamente e fornecemos à economia um impulso."

Hoje o Departamento do Trabalho informou que a economia americana eliminou 63 mil postos de trabalho no mês passado, depois de já ter apresentado uma queda de 22 mil em janeiro.

Na semana passada, o Departamento do Comércio confirmou que a economia americana registrou uma expansão de apenas 0,6% no quarto trimestre do ano passado. O dado marcou uma forte retração em relação ao terceiro trimestre, quando a economia cresceu 4,9% (após uma estimativa inicial de 3,9%).

Pouco antes do pronunciamento de Bush, o chefe dos conselheiros econômicos da Casa Branca, Edward Lazear, reconheceu que o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) americano pode registrar um resultado negativo no primeiro trimestre deste ano.

"Nós não sabemos na verdade de [o PIB] será negativo ou não", disse Lazear (que em 2006 substituiu Ben Bernanke no cargo depois que este foi escolhido para presidir o Federal Reserve). "Nós definitivamente reduzimos nossa previsão para este trimestre".

"Eu ainda não estou dizendo que há uma recessão, afirmou. "Vamos ter um trimestre de crescimento fraco, e se poderemos chamar de recessão é algo que não saberemos por muitos meses".

Sobre o mercado de trabalho, Lazear disse que irá se recuperar neste ano e o crescimento econômico vai ganhar fôlego, impulsionado principalmente pelo pacote de estímulo aprovado recentemente. "Este trimestre será o nosso mais fraco. Há indicadores sugerindo que o crescimento vai se recuperar, e rapidamente. A questão então é quão rapidamente", disse.

 

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