Bolsas americanas fecham no nível mais baixo desde 2006
da Folha Online
da France Presse, em Nova York
Novos temores sobre o risco de desaceleração da economia dos Estados Unidos fizeram as Bolsas americanas fecharem em baixa nesta sexta-feira.
O Dow Jones Industrial Average --principal indicador da Bolsa de Nova York-- teve perda de 1,22%, para 11.893 pontos. Trata-se da menor pontuação desde outubro de 2006.
Já o índice ampliado S&P 500 caiu 0,84%, a 1.293 unidades, o nível mais baixo desde setembro de 2006. O Nasdaq Composite, principal indicador da Bolsa tecnológica Nasdaq, também chegou ao ponto mais baixo desde setembro do ano retrasado ao recuar 0,36%, para 2.212 pontos.
O grande responsável pelo mau humor do mercado hoje foi a divulgação, pelo Departamento do Trabalho, de que a economia americana fechou 63 mil postos de trabalho no mês passado, depois de já ter fechado 22 mil (dado revisado) em janeiro.
Além disso, a taxa de desemprego recuou para 4,8%, devido ao número de pessoas que deixaram de procurar emprego no período.
"Os números do emprego foram deprimentes", resumiu Al Goldman, analista da A.G Edwards.
Outro sinal de preocupação chegou ao mercado através do presidente americano, George W. Bush. Ele admitiu que a economia local está em desaceleração e pediu que os americanos gastem mais --o que daria novo fôlego à economia.
Como o petróleo também teve perdas no pregão de hoje, nem mesmo as ações das empresas petrolíferas conseguiram se descolar do pessimismo reinante. Os papéis da ExxonMobil e da Chevron estiveram entre os destaques de baixa no pregão, com recuos de 2,4% e 2,9%, respectivamente.
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