Alta de 6,6% em preços no atacado mostra tendência de inflação na China
da Efe, em Pequim
O índice de preços por atacado da China --que mede as mudanças nos preços dos bens vendidos quando saem da fábrica-- aumentou 6,6% em fevereiro respeito ao mesmo mês de 2007 e principalmente pela alta do preço do petróleo, informou o Escritório Nacional de Estatística nesta segunda-feira.
O índice é usado para medir as tendências da inflação, sendo seu equivalente para o consumidor o IPC (Índice de Preços ao Consumidor).
O índice que mede os custos de fabricação dos produtos, tinha sido de 6,1% em janeiro, o maior dos últimos três anos.
Os preços do petróleo subiram 37,5% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2007 enquanto a alta de janeiro foi de 29,9% e de 22,6% em novembro, lembrou hoje o Escritório.
Ontem, no marco da Assembléia Nacional Popular (Legislativo), reunida em sua sessão anual em Pequim, o presidente da China, Hu Jintao, pediu aos governos provinciais que assegurem a estabilidade dos preços dos alimentos e a provisão dos produtos agrícolas.
O apelo de Jintao representa a preocupação do governo com a escalada dos preços ao consumidor, com um aumento do IPC em 2007 de 4,8% e de 7,1% em janeiro, o maior dos últimos 11 anos.
Segundo o Banco da China, um dos maiores bancos comerciais de propriedade estatal do país, o IPC poderia ter subido para 8,3% em fevereiro passado.
O banco advertiu também sobre a possibilidade de que os cidadãos gastem mais devido às preocupações sobre futuros aumentos de preços, o que os faria subir ainda mais.
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