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Dinheiro
10/03/2008 - 12h29

Petróleo atinge US$ 107 e marca novo recorde em NY

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da Folha Online

O preço do barril do petróleo chegou a US$ 107 em Nova York nesta segunda-feira. A queda do dólar frente ao euro e a outras moedas segue pressionando a cotação da commodity, com o reforço da inflação.

Às 12h01 (horário de Brasília), na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), o barril do petróleo cru para entrega em abril era cotado a US$ 106,74 (avanço de US$ 1,59 sobre o fechamento de sexta-feira), após cravar os US$ 107.

Os preços da gasolina ao consumidor nos Estados Unidos ajudam a pressionar a commodity após subirem 0,7% nesta segunda-feira, para US$ 3,222 o galão, próximo do recorde de US$ 3,227 e US$ 0,69 acima da cotação de um ano atrás.

Já na semana passada, o preço do petróleo subiu mais de US$ 3, puxado pela redução das reservas americanas da commodity, pela decisão da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em manter a produção atual, pela queda da cotação do dólar ante outras moedas e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e na América do Sul.

Na sexta-feira, porém, os investidores recuaram diante da forte queda no volume de empregos nos Estados Unidos. A economia americana perdeu 63 mil postos de trabalho em fevereiro, o maior índice em cinco anos. O dado fez o mercado voltar a temer pela desaceleração da economia americana, o que resultaria na queda da demanda pela commodity.

Mas o presidente da Opep, Chakib Khelil, disse nesta segunda-feira que a especulação e as tensões políticas devem manter os preços em três dígitos ao longo deste ano. Alguns analistas afirmam, inclusive, que o preço vai continuar subindo, com possibilidade de atingir os US$ 110, mas com variações abaixo dos US$ 100 também.

A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira que o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, pedirá na próxima semana à Arábia Saudita, membro-chave da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que pressione o cartel para que faça um esforço para conter a "alta incontrolável" do preço do petróleo.

Com agências internacionais.

 

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