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Dinheiro
10/03/2008 - 16h55

Bovespa despenca 2,8%; dólar fecha a R$ 1,70

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O nervosismo do mercado financeiro com a economia americana repercutiu com força nos negócios domésticos de câmbio, puxando o preço da moeda dos EUA de volta ao patamar de R$ 1,70 e arrastando a Bolsa de Valores.

Às 16h51, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sofria perdas de 2,81%, aos 60.132 pontos. E nos últimos negócios desta segunda-feira, o dólar comercial foi trocado por R$ 1,703 na venda, com avanço de 1,30%. E nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,810 (venda), com acréscimo de 1,11%

Os agentes do mercado financeiro deram sequência ao mau humor de sexta-feira, quando a notícia de que os EUA tiveram a pior destruição de postos de trabalho desde 2003 gerou preocupação e nervosismo. Para muitos economistas, foi a confirmação de que o país mais rico do planeta está em recessão.

Profissionais de mercado destacaram as declarações de Jean-Claude Trichet, presidente do BCE (Banco Central Europeu), que manifestou preocupação com "os movimentos excessivos das taxas de câmbio" e que a economia mundial continua crescendo apesar de "certo nível" de desaceleração após a crise dos créditos hipotecários de risco ("subprime").

O Banco Central manteve sua rotina diária de leilões de câmbio e aceitou ofertas por R$ 1,7070 (taxa de corte). Até sexta, o nível das reservas internacionais atingiu US$ 193, 851 bilhões.

"O mercado ficou preocupado que a crise americana afete os países emergentes. Mesmo que o Brasil tenha bons fundamentos, quando os demais emergentes sofrerem, pode sobrar para todo mundo", comenta Marcos Trabold, gerente de câmbio da corretora B&T.

"E num momento de nervosismo, ocorre aquele famoso efeito manada. Todo mundo sai da Bolsa e busca alguma proteção em moeda", acrescenta. Ele lembra, no entanto, que a arbitragem entre os juros americanos e brasileiros ainda favorece a tendência de queda das taxas de câmbio.

Internamente, a notícia de que a balança comercial foi deficitária em US$ 159 milhões na primeira semana de março também não ajudou a melhorar o humor dos investidores. "O fato da balança comercial ficar negativa, o que é algo raro, também ajudou na piora do câmbio", comenta Nelson Moraes, gerente de câmbio da corretora Fluxo.

Juros futuros

As taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010 ficaram mais altas no mercado futuro de juros --que baliza as tesourarias dos bancos-- da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 passou de 11,11% para 11,12%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 11,90% para 11,98%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 12,74% para 12,91%.

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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