Bovespa despenca 3% e dólar bate R$ 1,70, com crise americana
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
Uma onda de rumores sobre problemas com bancos americanos, e a "ausência" do Federal Reserve (banco central dos EUA), arrastaram as Bolsas de Valores pelo mundo nesta segunda-feira. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não foi exceção e fechou com seu pior tombo no mês, num dia em que dólar retomou o patamar de R$ 1,70.
Profissionais de mercado apontaram que o pregão de hoje mostrou que, mesmo com os elogiados fundamentos econômicos do país, e os lucros de empresas acima do esperado já anunciados, a Bolsa brasileira não teve força suficiente para descolar totalmente da cena externa.
Investidores ficaram nervosos com as declarações de Jean-Claude Trichet, presidente do BCE (Banco Central Europeu), que manifestou preocupação com a derrocada do dólar e a desaceleração da economia mundial. Ele ressaltou que, por enquanto, as economias emergentes têm apresentado "resistência" à crise americana.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, desvalorizou 3,02%, aos 59.999 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,89 bilhões.
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,706 para venda, em alta de 1,30%, nos últimos negócios desta segunda-feira. A taxa de risco-país marca 281 pontos, número 5,24% superior à pontuação final da semana passada.
"Desde quinta-feira, o mercado tem se assustado ainda mais com a crise americana, mas foi principalmente na sexta-feira, com o resultado do 'payroll', que o mercado sentiu o baque. E hoje, a notícia de que um dos fundos do Bears Sterns teve sua classificação de risco rebaixada gerou algum nervosismo", comentou Sílvio Campos Neto, economista-chefe do banco Schain. "A tensão do mercado começou no lado da economia real e hoje teve mais ênfase no lado financeiro", sintetiza.
Na sexta-feira, o mercado foi surpreendido pela notícia de que os EUA tiveram a pior destruição de postos de trabalho desde 2003. Para muitos economistas, foi a confirmação de que o país mais rico do planeta está em recessão. "Não é possível dizer isso ainda, mas com certeza o termo [recessão] ficou muito mais recorrente no mercado", acrescenta Campos Neto.
A derrocada das Bolsas começou logo pela manhã, com as fortes perdas na Ásia e se estendeu pelo continente europeu e americano. Em Tóquio, o índice Nikkei sofreu retração de 1,96%; na Coréia do Sul, o índice Kospi caiu 2,33%. A exceção foi Hong Kong, onde o índice Hang Seng teve alta de 0,91%.
Na Europa, a Bolsa de Londres sofreu perdas de 1,24% (índice FTSE), enquanto o índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, recuou 0,83%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York retrocedeu 1,29%.
Diante do desastre, o mercado financeiro foi tomado por rumores de uma nova reunião de emergência do Federal Reserve (banco central dos EUA), a exemplo do que ocorreu em janeiro. No mês retrasado, o Fed reduziu os juros básicos americanos em 0,50 ponto percentual, e voltou a cortar 0,50 ponto em sua reunião oficial.
"Havia muita expectativa sobre uma reunião de emergência do Fed, o que não ocorreu, e isso deixou os investidores ainda mais nervosos. O problema é que a Bolsa brasileira é mais líquida entre as economias emergentes e sofre mais", afirma Gustav Penna Gorski, economista-chefe da corretora Geração Futuro.
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Que o próximo, seja qual for, seja melhor ainda!!!!
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RESUMINDO: O COMPLEXO DE VIRA-LATA NÃO DEIXA A PESSOA VER QUE O BRASIL MELHOROU.
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LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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