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Dinheiro
10/03/2008 - 19h00

Lobão nega planos de reestatização do setor elétrico

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) negou nesta segunda-feira que o governo tenha planos de reestatizar o setor elétrico, ao dar à Eletrobrás mais capacidade de investimento. Segundo ele, a estatal vai investir apenas em geração de energia nova, e não vai partir para aquisições no mercado.

"A Eletrobrás não vai comprar nenhuma empresa que se encontre no mercado. Vai apenas investir em energia nova e, ainda assim, em quase todos os casos, em associação com as empresas privadas", afirmou, após participar da posse do novo presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz.

Embora o edital impeça a participação de empresas estatais, Lobão descartou a participação de Furnas Centrais Elétricas, subsidiária da companhia, no leilão da Cesp, marcado para o próximo dia 26.

Na visão do ministro, à medida que a Eletrobrás estiver participando dos leilões de geração de energia nova, estará crescendo. O ministro confirmou que o Brasil vai investir na construção de hidrelétricas binacionais, em parceria com Bolívia e Argentina.

"Vamos participar da construção de hidrelétricas com países vizinhos. Além disso, a Eletrobrás tem que modernizar os sistemas administrativos, tudo para que ela se torne poderosa, mais do que ela é hoje".

Em seu discurso na cerimônia, Lobão destacou a representantes do setor elétrico que o governo não tem intenção de reestatizar o setor. Segundo ele, tal processo foi necessário a partir dos anos 60, e que depois o Brasil tomou o caminho do mundo, partindo para as privatizações. Lobão julgou que a opção adotada pelo governo Fernando Henrique Cardoso foi acertada.

"Não vamos voltar na estatização. A Eletrobrás vai se fortalecer para participar do leilão. A indústria de energia é a que mais atraiu capital privado nos últimos anos", observou.

O ministro ressaltou que o maior interesse do governo é garantir a estabilidade do marco regulatório do setor e a modicidade tarifária.

"Tem que ter modicidade tarifária, daí a presença da Eletrobrás", completou.

 

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