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Dinheiro
11/03/2008 - 08h33

Preço do petróleo mantém alta e crava novo recorde, acima de US$ 109

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da Folha Online

O preço do petróleo continua a subir e cravou novo recorde nesta segunda-feira, passando da marca de US$ 109. Ontem o barril encerrou o dia com valor recorde para um fechamento, US$ 107,90. A alta prossegue devido à pressão exercida pela desvalorização do dólar frente ao euro nos últimos dias.

Às 8h16 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em abril, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, estava cotado a US$ 108,87 (alta de 0,90%), após atingir a marca de US$ 109,20. Até o horário, o preço mínimo atingido pelo barril era de US$ 107,56.

Os temores de uma recessão nos EUA fazem o dólar perder terreno frente ao euro, uma vez que, para evitar a recessão, um dos instrumentos que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) utiliza é a redução de sua taxa de juros.

Com juros menores, o crédito fica mais barato e os consumidores voltam a comprar, reativando a economia americana (que tem 70% de sua atividade no consumo). Taxas menores de juros, no entanto, provocam a saída de recursos para mercados onde os retornos com juros sejam mais atrativos --o que afeta o câmbio.

Além disso, na semana passada, o Departamento de Energia informou que as reservas de petróleo nos EUA caíram em 3,1 milhões de barris, ficando em 305,4 milhões. A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) contribuiu para a onda de aumentos, ao decidir manter sua cota oficial de produção em 29,67 milhões de barris diários.

O presidente da Opep, Chakib Khelil, disse hoje, segundo a Reuters, que a tensão política e a especulação devem manter a cotação do petróleo em três dígitos ao longo deste ano.

O cartel alega justamente que a especulação é o que está fazendo o preço do petróleo subir. Segundo Khelil, os preços podem cair em 2009, com uma recuperação na economia americana e uma valorização do dólar, após a eleição presidencial deste ano.

EUA

O temor de uma recessão nos EUA, com a divulgação de índices econômicos que evidenciam a desaceleração da economia americana, tem levado os investidores a esperar que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) mantenha sua tendência de redução de sua taxa de juros.

Para a próxima reunião do Fed, a expectativa é de um corte de ao menos 0,75 ponto percentual na taxa de juros do banco. A expectativa pelo corte aumentou depois que o Departamento do Trabalho divulgou na semana passada que a economia dos EUA fechou 63 mil postos de trabalho em fevereiro, depois de já ter fechado 22 mil em janeiro (dado revisado).

 

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