Bovespa sobe 2,77% com ação do Fed contra crise; dólar fecha em baixa de 1,28%
da Folha Online
O dólar comercial aproveitou o bom humor nos mercados --tanto no exterior como no Brasil-- para fechar em baixa nesta terça-feira. A moeda americana teve recuo de 1,28%, cotada a R$ 1,684 nas últimas negociações do dia. Já o dólar turismo fechou estável nas casas de câmbio de São Paulo e Rio, vendido a R$ 1,81.
O mercado acionário aproveita as boas notícias vindas dos Estados Unidos para avançar. O Ibovespa --principal indicador da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo)-- tem alta de 2,77%, aos 61.723 pontos. O giro financeiro até as 16h era de R$ 4,62 bilhões.
A alta é sustentada também pelo bom desempenho das ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce, as que possuem maior liquidez na Bovespa. Os papéis ordinários da petrolífera avançam 3,07%, e as preferenciais ganham 2,9%. Já as ações ordinárias da mineradora crescem 2,84%, enquanto as preferenciais classe A estão em alta de 2,88%.
Porém, o principal motivo do bom humor nos mercados mundiais foi o anúncio do Fed (Federal Reserve, o BC americano) de injetar US$ 200 bilhões em dinheiro para instituições financeiras em dificuldade.
Com a medida, as Bolsas americanas ganharam fôlego após caírem por três pregões seguidos. O índice Dow Jones opera em alta de 2,85%, a 12.075 pontos, e o indicador tecnológico Nasdaq Composite avança 2,99%, a 2.234 unidades. Na Europa, os mercados também fecharam no azul.
Os recursos foram liberados devido aos rumores que alguns bancos americanos estão na beira da insolvência --em especial os que trabalhavam com créditos imobiliários de alto risco ("subprime").
A iniciativa "pretende promover a liquidez nos mercados de crédito (...) e estimular o funcionamento dos mercados financeiros em geral", diz em nota o Fed. O dinheiro será emprestado às instituições com um prazo de vencimento de 28 dias.
"Pressões em alguns desses mercados aumentaram mais uma vez recentemente", informou o Fed em comunicado. "Todos nós continuamos a trabalhar em conjunto e tomaremos as medidas apropriadas para lidar com as pressões sobre a liquidez."
Os outros bancos centrais que atuaram com o Fed são o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra, o BCE (Banco central Europeu) e o Banco Nacional da Suíça.
Com a injeção de recursos, o Fed evita que as instituições financeiras entrem em colapso. Se isso ocorresse, o crédito para consumo seria freado, trazendo recessão ao país --e, consequentemente, efeitos negativos em todo o mundo.
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