Economia brasileira cresce 5,4% em 2007, maior taxa desde 2004, diz IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online
Atualizada às 9h26
A economia brasileira cresceu 5,4% em 2007, informou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a maior taxa de expansão constatada desde 2004, quando houve crescimento de 5,7%. No último trimestre do ano passado, o PIB (Produto Interno Bruto) registrou variação de 1,6% frente ao trimestre anterior, e 6,2% em relação ao quarto trimestre de 2006.
Em valores, o PIB brasileiro totalizou R$ 2,558 trilhões no ano passado. Já o PIB per capita (divisão do total do PIB pela população residente) cresceu 4% em relação a 2006, chegando a R$ 13.515.
O desempenho superou as expectativas dos analistas de mercado que projetavam, em média, crescimento de 5,3% no ano e de 5,1% no quarto trimestre. Em 2006, o PIB apresentou uma expansão de 3,8% (revisado).
O investimento, medido pela taxa de formação bruta de capital fixo, cresceu 13,4% no ano passado, na comparação com 2006. O índice é o maior desde o início da série histórica, iniciada em 1996. No quarto trimestre, a taxa de formação bruta de capital fixo teve incremento de 16% na comparação com o último trimestre de 2006.
O destaque principal da economia brasileira em 2007 foi o setor agropecuário, que cresceu 5,3% no período. No quarto trimestre, o setor teve queda de 0,3% em relação ao terceiro trimestre e expansão de 8,6% em relação ao quarto trimestre de 2006.
O consumo das famílias aumentou 6,5% em 2007, marcando o quarto ano consecutivo de expansão. No quarto trimestre, houve expansão de 3,7% nesse indicador, na comparação com o terceiro trimestre. Segundo o IBGE, a alta foi favorecida pela elevação de 3,6% da massa salarial dos trabalhadores, em termos reais, e pelo acréscimo nominal de 28,8% no saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas.
Na mesma comparação, a indústria teve crescimento de 4,9% e o setor de serviços, de 4,7%. A indústria cresceu 1,4% no quarto trimestre, na comparação com o terceiro, e 4,3% na comparação com o último trimestre de 2006. O setor de serviços teve incremento de 1,6% em relação ao trimestre anterior e de 5,3% na comparação com o quarto trimestre de 2006.
No setor externo, as exportações apresentaram alta de 6,6%, e as importações tiveram elevação de 20,7%. Desde 2006, o crescimento das exportações é inferior ao das importações.
Estimativa
Na última sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o PIB de 2007 ficaria entre 5,2% e 5,3%. Para esse ano, o ministro afirmou que trabalha com a previsão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que é um crescimento do PIB de 5%. Ele lembrou, no entanto, que alguns analistas estão mais otimistias e esperam uma expansão maior da economia.
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Especial



Os hoje felizes contemplados pelo bolsa família devolvidos à miséria que justificou os benefícios.
Dilma sabe que no começo era o FOME ZERO = inclusão (SE bem administrado).
Daí, parece que o foco do governo mudou. Antes que a incompetência administrativa do FOME ZERO resultasse num fracasso generalizado, optou-se pela competência politiqueira do Bolsa Família. Um plano assistencialista é mais fácil de ser administrado com a equipe que o governo dipõe: políticos.
Agora, não tem jeito: o governo precisa de um PAC fabricando emprego prá absorver os futuros excluídos do bolsa família.
E o presidente jogou nas costas de Dilma a maternidade do PAC.
Pobre Dilma...
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