Lula recomenda comemoração comedida sobre aumento do PIB
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu que se comemore de forma "comedida" o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro --que cresceu 5,4% em 2007 em relação ao ano anterior. Segundo ele, esse resultado é fruto da confiança do "povo brasileiro".
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) que relatou a reação de Lula negou que o governo planeje fazer alterações na política econômica nacional.
"Acho que nós temos de passar a impressão de uma euforia comedida. Nós estamos satisfeitos, mas achamos que pode melhorar. Este crescimento do PIB é resultado da confiança do povo brasileiro, empresários, trabalhadores e a sociedade de uma maneira geral que acreditem e depositem essa confiança no Brasil", afirmou Bernardo, reproduzindo o que Lula teria dito na reunião em que também estava o ministro Guido Mantega (Fazenda).
Bernardo disse que não há planos para alterar a política econômica em curso. "Nós não vamos fazer mágica nem alteração na política econômica como um todo, mas achamos que vai melhorar", disse ele, referindo-se aos números divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Otimismo
O ministro disse ainda que a tendência é de o país crescer mais nos próximos anos, com "menos gargalo" e "inflação menor". "Podemos crescer mais nos próximos anos com menos dificuldades", afirmou ele, comemorando ainda o aumento das vendas no comércio e de operações de crédito.
Bernardo reconheceu que as taxas de juros no país estão elevadas, mas disse que há chances de serem reduzidas. "Nós temos condições de reduzir as taxas de juros. Estamos caminhando para isso", disse.
Porém, o ministro afirmou que o desafio do governo é estimular os investimentos privados na área de infra-estrutura que ao seu ver "tem deficiências". Segundo ele, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) contribuirá para isso.
Números
Em 2006, a alta do PIB ficou em 3,8%. Originalmente, o divulgado foi 3,7%, mas o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revisou o número. Também houve mudança na taxa do PIB em 2005, de 2,9% para 3,2%.
No último trimestre do ano passado, a economia do país expandiu-se 6,2% em relação ao período equivalente de 2006 e 1,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2007.
Na semana passada, o ministro Guido Mantega (Fazenda) assegurou que a economia do país teria crescido acima de 5%, mas afirmou que o número ficaria "entre 5,2% e 5,3%". Segundo Bernardo, houve uma "prudência" por parte dos técnicos da equipe econômica que optaram por uma previsão "mais conservadora".
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Especial



Os hoje felizes contemplados pelo bolsa família devolvidos à miséria que justificou os benefícios.
Dilma sabe que no começo era o FOME ZERO = inclusão (SE bem administrado).
Daí, parece que o foco do governo mudou. Antes que a incompetência administrativa do FOME ZERO resultasse num fracasso generalizado, optou-se pela competência politiqueira do Bolsa Família. Um plano assistencialista é mais fácil de ser administrado com a equipe que o governo dipõe: políticos.
Agora, não tem jeito: o governo precisa de um PAC fabricando emprego prá absorver os futuros excluídos do bolsa família.
E o presidente jogou nas costas de Dilma a maternidade do PAC.
Pobre Dilma...
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