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Dinheiro
12/03/2008 - 12h27

Impostos sobre produtos geraram arrecadação recorde em 2007

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

Atualizada às 12h59

A arrecadação de impostos sobre produtos teve expansão recorde em 2007, com elevação de 9,1% em relação a 2006. Esse valor somou uma contribuição de R$ 367,9 bilhões para o resultado do PIB (Produto Interno Bruto).

Segundo o coordenador das Contas Nacionais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Roberto Olinto, essa alta está ligada à expansão de setores de produção que pagam um volume maior de impostos, como o automotivo.

"Se a economia cresce, a tendência é que a arrecadação com impostos aumente. O que foi verificado é que segmentos do setor produtivo tiveram grande expansão no ano passado, o que resultou no recorde", afirmou.

O incremento recorde anterior fora constatado em 2000. Naquele ano, a arrecadação de impostos sobre produtos crescera 7,4%. Em 2004, quando o PIB teve o maior crescimento desde 1996, esse índice aumentou 6,4%.

"Em 2004, o crescimento foi baseado nas exportações, que não geram muita arrecadação interna", explicou.

Apesar de não ter peso muito grande no resultado final, a arrecadação com o imposto sobre produtos importados subiu 23,6% em relação a 2006. Já o volume obtido com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) subiu 14,1%. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que tem maior peso na arrecadação final, teve elevação de 8,5% frente a 2006.

"O setor automotivo, que teve forte expansão em 2007, paga muito imposto, especialmente IPI. No caso do ICMS, um exemplo é o setor de informação, principalmente o segmento de telecomunicações, que também apresentou bom desempenho no ano passado", resumiu Olinto.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) preferiu não comentar sobre uma possível elevação da carga tributária, já que a arrecadação de 2007 cresceu em um ritmo superior ao do PIB.

No ano passado, a arrecadação de tributos federais apresentou um crescimento real de 11,09%. Já a economia cresceu 5,4%

"A arrecadação tem subido graças a esse crescimento. É natural que ela cresça mais proporcionalmente. A melhor situação fiscal para o país é quando a economia está crescendo", afirmou nesta quarta-feira.

 

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