Petróleo sustenta cotação próxima ao recorde dos US$ 110
da Folha Online
O preço do petróleo registra pequena alta nesta quinta-feira, e continua próximo da marca de US$ 110, ultrapassada ontem. Os estoques nos EUA cresceram na última semana, mas a desvalorização do dólar ainda é o fator mais importante a determinar o rumo do preço do barril.
Às 8h14 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em abril, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, estava cotado a US$ 109,96 (ligeira alta de 0,04%), após fechar ontem a US$ 109,92, recorde para um fechamento. Até o horário, o valor máximo atingido pelo barril era de US$ 110,17 e o mínimo, de US$ 109,37. Ontem a commodity bateu o recorde, ao chegar a US$ 110,20.
Ontem, o Departamento de Energia dos EUA informou que as reservas de petróleo no país aumentaram em 6,2 milhões de barris na última semana e alcançaram o total de 311,6 milhões. A agência informou que com este aumento de 2% as reservas de petróleo estão dentro da média desta época do ano.
Na semana anterior os estoques chegavam a 305,4 milhões de barris. O volume de reservas ficou na última semana 2,8% abaixo do volume existente há um ano.
Mesmo com a alta nos estoques (o que normalmente tem o efeito de diminuir as preocupações dos investidores quanto a um eventual risco de escassez), a desvalorização do dólar continua a ser o fator de maior peso sobre as cotações da commodity: com o dólar desvalorizado frente a outras moedas, o barril do petróleo se torna mais acessível, elevando a pressão sobre a demanda.
Hoje o dólar foi negociado abaixo de 100 ienes pela primeira vez desde 1995. O euro, por sua vez, foi negociado acima de US$ 1,56, cravando novo recorde de valorização frente à moeda americana.
As tensões geopolíticas também exercem pressão sobre o preço do barril: os riscos de novos surtos de violência na região do delta do rio Níger --região produtora de petróleo na Nigéria-- afetam a confiança dos investidores.
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