Bolsas em NY sobem com previsão da S&P para o fim da crise de crédito
da Folha Online
As Bolsas americanas inverteram as perdas registradas pela manhã e passaram a subir nesta quinta-feira. Os índices passaram a subir após a divulgação de previsões da agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), de que as empresas do setor financeiro estão perto do fim do processo de redução nos valores em suas carteiras de títulos ligados a hipotecas de risco.
Às 15h17 (em Brasília), a Bolsa de Valores de Nova York estava em alta de 0,82%, operando com 12.209,32 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S&P 500 subia 0,94%, para 1.321,08 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em alta de 1,13%, indo para 2.269,23 pontos.
A projeção da S&P trouxe algum otimismo aos investidores, que se animaram com a possibilidade de ver o fim da crise causada pelas perdas sofridas nos títulos ligados às hipotecas de risco, que tem afetado as Bolsas mundiais desde agosto do ano passado.
A Standard & Poor's Ratings Services estima que as perdas com esses títulos podem chegar a US$ 285 bilhões no mundo todo. Segundo comunicado da agência, "o fim das reduções está agora à vista para as grandes instituições financeiras".
Pela manhã, as Bolsas americanas operavam em baixa. A desvalorização do dólar frente a outras moedas, o temor de que a Carlyle Capital venha a quebrar e a queda de 0,6% nas vendas no varejo nos EUA em fevereiro pesaram no ânimo para os negócios.
O barril do petróleo cru para entrega em abril chegou a US$ 111, com a desvalorização da moeda americana: com o dólar mais barato, o petróleo fica mais acessível e aumenta a pressão da demanda.
O euro registrou nova valorização e chegou a ultrapassar o patamar de US$ 1,56, enquanto o iene também teve ganho frente à moeda americana --que foi negociada a 99,75 ienes (primeira vez que é negociada por menos de 100 ienes desde 1995).
"O comentário da S&P foi positivo para o mercado porque os investidores se sentiram aliviados, em pensar que o problema dos créditos 'subprime' possa estar ficando para trás", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o estrategista-chefe de mercados da A.G. Edwards, Al Goldman.
"A questão é se os investidores se sentirão aliviados o suficiente para continuarem a vir para o mercado e comprar. Acho que o mercado tem uma boa chance de se apoiar na boa notícia e subir mais", afirmou.
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