Vendas no comércio avançam 1,8% em janeiro, diz IBGE
da Folha Online
O volume de vendas no comércio varejista em janeiro avançou 1,8% em relação a dezembro do ano passado, e a receita avançou ainda mais considerando-se o mesmo período (2,3%), informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com janeiro do ano passado, o volume de vendas teve alta de 11,8% e a receita cresceu 16,5%. Trata-se do melhor resultado para os meses de janeiro desde o início da série histórica, em 2001.
No primeiro mês do ano, nove das dez atividades pesquisadas obtiveram resultados positivos para o volume de vendas em relação ao mês de dezembro: móveis e eletrodomésticos (9,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,7%), tecidos, vestuário e calçados (3,7%), veículos e motos, partes e peças (2,6%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (1,8%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%), combustíveis e lubrificantes (0,9%) e material de construção (0,2%). O único resultado negativo ficou com material para escritório, informática e comunicação (-4,1%).
Já na comparação com janeiro de 2007, todas as atividades do varejo obtiveram aumento no volume de vendas.
Segundo o IBGE, o setor de hipermercados e supermercados teve um crescimento menor do que a média do setor varejista devido à inflação dos alimentos --seus principais produtos de venda.
Por outro lado, a melhora do panorama econômico seria o principal responsável pela forte alta nas vendas dos setores de móveis e eletrodomésticos, de outros artigos de uso pessoal e doméstico (joalherias e lojas de artigos esportivos, por exemplo) e de material de construção.
Região
Das 27 unidades da federação, três apresentaram resultados negativos na comparação janeiro de 2007 e janeiro 2008: Roraima (-0,8%); Amazonas (-1,7%) e Acre (-8,2%). Na outra ponta, se destacaram Rio Grande do Norte (18,5%); Paraíba (17,0%); Mato Grosso do Sul (15,8%); Pará (15,5%) e São Paulo (14,8%).
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